Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/10/2018
Em busca de beneficiamento próprio, as notícias falsas são criadas e disseminadas. Essa prática não é restrita ao século XXI. No Brasil, foi ferramenta para golpe de Estado e, além disso, causou mortes. Com o advento da internet, utilizada como um meio de propagação de informações, o alastramento das notícias falsas, popularmente conhecidas como fake news, foi facilitado. Diante a atual situação, no Brasil, a discussão acerca dos perigos das notícias falsas torna-se necessário para que a população seja conscientizada e o Estado aumente sua atuação acerca dessa temática.
Em primeira análise, observa-se que adulterações e criações de informações não é uma atividade nova no Brasil e, na era digital, essa ocorrência mostra-se diária. No século passado, o Governos Vargas, através do rádio, disseminou uma falsa informação -Plano Cohen- que foi utilizado como motivo para a instauração do Estado Novo. Décadas depois, atualmente, dados aproximados do IBGE apontam que 2/3 da população brasileira tem acesso à internet. Essa conexão facilita o compartilhamento por indivíduos que não conseguem reconhecer falsidade da informação, muitas delas criadas por pessoas que, visando o lucro, desejam mais acessos em suas páginas.
Segundo aspecto, o simples compartilhamento de falsas informações pode acabar matando alguém inocente. Em 2014, mulher de 33 anos, Fabiane Maria de Jesus, foi assassinada por ato de linchamento quando teve sua foto vinculada à uma falsa notícia de bruxaria e rituais com crianças. A propagação dessa falácia e consequente assassinato de Fabiane podia ter sido evitada se, antes de compartilhar, o cidadão tivesse consultado alguma serviço de checagem de fatos, como o do Grupo Globo e da Agência Lupa.
Mediante o exposto, para diminuir a propagação de fakes news e diminuir seus perigos, a atuação do primeiro e terceiro setor da sociedade é necessária. O Poder Legislativo deve criar leis específicas para punição de criadores e compartilhadores conscientes de notícias falsas. A Polícia civil, com o auxílio da Federal, devem criar uma divisão especial para investigações desses crimes de falácias. ONG’s, com a ajuda de especialistas do ramo jornalístico e da informática, devem atuar fazendo palestras em locais públicos, empresas e centros de ensinos para a conscientização e ensinamentos sobre como reconhecer montagens e fontes de notícias. Mídias televisivas precisarão atuar divulgando os trabalhos das ONG’s e ensinamentos de como verificar a veracidade da informação nas plataformas de fact-checking como o Fato ou Fake da Globo/G1. Com essas medidas, a nação será mais consciente e crítica antes de acreditar ou compartilhar qualquer notícia e os efeitos nocivos de uma fake news serão minimizados.