Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/10/2018
Como referido por Isaac Newton, um corpo não terá seu movimento alterado a menos que uma força externa considerável atue sobre ele, sobressaindo sua inércia. Esse é, lamentavelmente, o atual cenário das fake news na era informacional presente: uma inércia que perdura em detrimento da viralização acelerada dos conteúdos e da ausência de preocupação sobre a fidedignidade das notícias. Assim sendo, convém analisar os principais pilares dessa chaga social.
Fake news se refere à produção e divulgação de notícias errôneas e rapidamente espalhadas pelas esferas sociais. Entretanto, como primeira constatação, observa-se que preocupações associadas a esse ato impensado não apenas existem, como vêm crescendo diariamente, tendo em vista que, a velocidade maciça com que as manchetes são divulgadas tomam proporções cada vez maiores. Exemplificando isso, pode-se citar uma matéria publicada pelo Jornal Estadão em março de 2018, que revela que as fake news, hodiernamente, se propagam 70% mais rápido do que as notícias verdadeiras; tais feitos corroboram na acentuação do problema exposto.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de preocupação na verificação da veracidade sobre a informação divulgada como impulsionador do problema. Isso ocorre, principalmente, devido à automaticidade das redes sociais, uma vez que a preocupação em manter a rede atualizada se sobressai em relação ao conteúdo da mensagem, o que ocasiona, na maioria das vezes, em resultados indesejados como acusações injustas e credibilidade a fatos incorretos. Diante dessa alienação ao mundo virtual, atitudes assim favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.
Destarte, forças externas suficientes devem tornar efetivas, posto que os argumentos supracitados garantem a resistência da inércia mencionada inicialmente. Sendo assim, o Governo Federal deve fortificar investimentos no setor de inteligência artificial, para aprimorar o algoritmo de filtração de manchetes enganosas, a fim de atenuar cada vez mais essa problemática. Aliado a isso, é necessário que Ministério da Educação, em parceria com o Governo, financie projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas em jornais e debates entre professores e alunos, relatando meios para conferir a veracidade das informações disponíveis antes de divulgar. Somente assim, com medidas graduais, haverá uma rede de informação íntegra e confiável.