Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2018

Século XVIII, França, uma jovem é alvo dos mais diversos boatos falsos, a ela é atribuída a famosa frase: “Se os pobres não têm pães, que comam Brioches”. É provável que ela nunca tenha tido isso, e sim que tenha sido vítima dos Canards - os jornais locais usados para manobra política - Rainha Maria Antonieta teve as mais diversas inverdades escritas e disseminadas contra sua pessoa, e somado a conjuntura da época, foi conduzida ao seu triste fim: Guilhotina. Três séculos se passaram e pessoas ainda são mortas por boatos falsos, na contemporaneidade, chama – se Fake News. Diante disso, é preciso refletir em medidas que solucionem essa problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a Fake News sempre existiu. Porém é na atualidade que ela assume um poder maior, visto que a internet propaga muito mais rapidamente um fato, em questão de segundos, uma inverdade pode ser disseminada no mundo inteiro através de compartilhamentos ou até mesmo robôs. Tal fato, é muito prejudicial pois faz com que muitas pessoas acreditam na mentira, de acordo com Ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, uma mentira repetida mil vezes, se torna uma verdade. Pra exemplificar, tem o caso de Fabiane, em 2014 um boato sobre ela circulou na rede, o qual a acusava de sequestro e bruxaria, as pessoas acreditaram e ela foi linchada.

Nessa conjuntura, é importante citar o papel da mídia. Em uma primeira análise, tradicionalmente ela é responsável pela difusão das notícias e das informações, embora não totalmente imparcial, já que é movida por interesses econômicos e políticos. E segundo o empirista David Hume: Todos têm uma prodigiosa parcialidade em favor de nós mesmos. No entanto, na atualidade, a imprensa também adquire um importante papel legitimador, a partir do momento que valida um acontecido como verdadeiro ou falso, dessa forma auxilia a população no que tange a propagação da verdade.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova aulas e palestras nas escolas, não somente para os alunos, mas também para a comunidade. E ensine como checar se um fato é verdadeiro ou falso, também apresentem páginas e órgãos oficias e confiáveis. Dessa maneira, amplie o contato com a comunidade escolar e desperte o senso crítico nos cidadãos e que eles possam sempre partir da dúvida, já ensinada pelo racionalista Descartes. Além disso, as mídias televisivas, juntamente com um engajamento de Youtubers famosos, podem tratar do tema mostrando quão prejudicial pode ser o compartilhamento de Fake News. E assim, quando toda a sociedade se unir num mesmo propósito as vidas das Marias Antonietas e Fabianes atuais serão preservadas.