Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/10/2018

Para Pierre Lévy, sociólogo e francês, a contemporaneidade por a era da ‘‘cibercultura’’, na qual as novas tecnologias interagem diretamente com o meio social. Esse panorama auxilia na análise das conhecidas ‘‘fake news’’, que não surgiram agora, mas ganharam maior proporção com advento das mídias sociais. Nesse prisma, são precursores dessa problemática a falta de ferramentas que visem combater esse mal cibernético, bem como a ausência de uma educação digital.

A princípio, convém refletir que o aumento do uso das redes sociais proporcionou um maior engajamento entre pessoas e redes de notícias online. Segundo estudo realizado pela Universidade de Oxford em 2017, o Facebook é a maior fonte de informações dos brasileiros. Nesse contexto, a alta a concentração de pessoas em uma mesma rede social é terreno fértil para a propagação de notícias falsas, haja vista que as redes sociais não possuem dispositivos que possam driblar essa problemática digital, o que, na prática, torna-se comum o compartilhamento de fatos inverídicos por grande parte dos usuários.

Além disso, outro ponto substancial é a falta de uma educação, especialmente, uma educação digital. Sob essa perspectiva, as pessoas passam a usar as redes sociais e carregam como ideal o fato de que ‘‘se está na internet, então é verdade’’ e compartilham fatos e informações sem a devida checagem, o que demonstra, na prática, a ausência de se senso crítico durante o uso das ferramentas digitais. De maneira análoga, o filósofo Theodor W. Adorno sustenta a ideia de que um indivíduo esclarecido faz uma sociedade esclarecida. Desse modo, para transpor as barreiras das fake news, são necessárias mudanças nos valores sociais.

Faz-se premente, portanto, medidas que visem atenuar essa problemática. Destarte, o Governo deve, em parceria com as mídias sociais, promover leis que visem punir e combater a divulgação de notícias falsas no mundo virtual, e, com a aplicação correta e em todo território nacional, o Poder Público pode, assim, trazer melhorias nesse quadro. Outrossim, o Ministério da Educação, deve promover debates nas escolas sobre o uso correto das redes sociais, bem como levando uma educação para uma maior ética frente as redes e instigando o senso crítico para analisar as notícias compartilhadas em meio virtual, e, assim, driblando as problemáticas das fake news. Logo, pode-se afirmar que a pátria possui mecanismos para resolução desse quadro.