Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/10/2018

Durante a Segunda Guerra Mundial, propagandas nazistas utilizaram-se de “fake news” - definição na época ainda não conhecida - como arma de guerra, propagando notícias falsas que valorizavam a imagem e ideologia antissemita de Adolf Hitler, a fim de manipular a população alemã a favor do governo autoritário. Hodiernamente, essa conjuntura contínua oferecendo riscos à população, sobretudo, na era da informação. Logo, seja por uso inadequado das tecnologias informacionais, seja por uma alienação social, esse cenário é banalizado e demanda uma nova postura.                                       A princípio, é indubitável que o uso inadequado das tecnologias de comunicação e informação (TIC), esteja entre um dos principais pilares perpetuadores do entrave. Haja vista que com o advento do capitalismo informacional, atrelado ao fenômeno da globalização, o consumo de informações no âmbito tecnológico ascendeu significativamente. Por conseguinte, situações como a ampliação do mercado na deliberação de desinformação ou boatos de ordem política, cultural, social, ou até mesmo econômico, representa um grave retrocesso e oferece perigos à população canarinha.                                                    Faz-se mister, ainda, fomentar a alienação social frente à conjuntura. Segundo a filosofia acadêmica, alienação é a aceitação dos valores dominantes sem questionamento. Assim sendo, a sociedade como consumidora de informações, recebe divergentes notícias e subsequentemente, de forma alienada, acolhe como verdadeiras independente de sua veracidade. Como consequência, a desinformação e sensacionalismo são propagados rapidamente por centenas de leitores. De fato, tal atitude se relaciona ao pensamento de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, ao afirmar que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.verdade.                                                                                                 Destarte, subterfúgios devem ser encontrados para resolução da inercial problemática. Para tanto, cabe ao Poder Executivo, por intermédio de delegacias especializadas, apresentar propostas de maior rigor as denúncias e punição aos infratores, criadores das matérias, além de tornar público os casos,com objetivo de atenuar o imbróglio de modo exemplar a sociedade civil. Ademais, cabe a escola - como instituição social - promulgar educação digital, por meio de aulas presenciais com debates e matérias voltadas não só à ética, mas também a conscientização dos vários perigos oferecidos com a disseminação de “fake news”, a fim de romper com a ideia de alienação social. Desse modo, será impedido que ocorra na realidade contemporânea, o mesmo acontecido com a população alemã na década de quarenta.