Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/10/2018

Nos séculos XVIII e XII, com o advento da Revolução Industrial, o acesso a informação era restrito à aqueles que possuíam maior poder aquisitivo. Hoje, contudo, o acesso a informática é praticamente universal, e junto dela, as famosas ‘’fake news’’, tornaram-se uma característica do mundo globalizado, a qual é causada pela falta de hábito da sociedade em checar a fonte da notícia e pela dificuldade em combater o mercado publicitário, o qual lucra milhões anualmente apenas com o compartilhamento de informações falsas. Esse cenário necessita ser alterado.

Primeiramente é importante destacar que a falta de costume da população em verificar a fonte das notícias que compartilham em suas redes podem trazer consequências negativas a elas. Em São Paulo, por exemplo, segundo o site G1, uma mulher foi indenizada em 10.000 reais por ter compartilhado em seu facebook a notícia de que um veterinário havia sido acusado de realizar um procedimento mal feito em uma cadela. Desse modo, nota-se que espalhar notícias falsas vão muito mais além de apenas compartilha-las, visto que podem envolver casos de justiça e a punição pode levar o sujeito a vir cumprir pena de 3 meses a dois anos na cadeia.

Em segundo lugar, acrescenta-se a problemática em torno das propagandas publicitárias que vem lucrando milhões com a divulgação de notícias falsas. Na Califórnia, por exemplo, um jornalista brasileiro, segundo a imprensa publicitária do país, ganhou mais de 25 mil reais por publicar em um site que um agente do FBI havia sido encontrado morto após vazar e-mails da Hillary Clinton, em 10 dias, a notícia havia chegado a mais de um milhão de acessos. Diante disso, fica notório que o compartilhamento das ‘’fake news’’ tornou-se um negócio altamente lucrativo e por isso, infelizmente, é muito mais difícil de denunciar e combate-las.

Fica claro, portanto, que as ‘’fake news’’ não trazem benefícios para a sociedade. Sendo assim, é preciso que a população fique atento a credibilidade da fonte em que as notícias estão inseridas, prestando atenção na aparência da página e no conteúdo exposto, a fim de ter a veracidade de que a informação é confiável e segura. Ademais, é preciso que Governo em conjunto com as mídias ratifiquem as iniciativas de combate as informações falsas no Brasil, como fez o G1, por exemplo, o qual lançou a coluna ‘’fato ou fake’’ que se tornou referência na checagem de fatos governamentais, visando aumentar o senso crítico das pessoas em relação ao que circula na internet. Dessa forma, talvez, as notícias falsas deixem de ser um perigo para a população.