Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2018

“Uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade”,segundo Joseph Goebbels Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista.Não há citação mais apropriada para corroborar a questão dos perigos das “fake news” na era da informação.Apesar de leis e debates a respeito do assunto,há também,“obstáculos” que impedem o desenvolvimento dessa temática.Por isso,é necessário que o Governo Federal e as Organizações Não Governamentais (ONGs) integrem-se a fim de retificar os entraves concernentes a esse tema.

Nesse contexto,consoante estudos realizados pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT),70% das notícias que circulam no meio virtual são falsas.Nessa perspectiva,é primordial ressaltar que a maioria da população recebe essas informações passivamente,o qual não conhece e nem procura saber a fonte da notícia recebida.com base no referido entrecho,o pouco senso crítico das pessoas acarreta a um estado de alienação em relação as divulgações cibernéticas,e por serem na maioria das vezes “novidades” impactantes,essas “fake news” são rapidamente difundidas.

Outrossim,é pertinente elencar que os autores de desinformações saem,em grande parte dos casos,impunes por falta de uma legislação própria para esse tipo de crime.Nessa assertiva,com a rapidez da propagação das notícias falsas,pessoas e empresas sofrem danos morais e financeiros.Com isso,a falta de leis no mundo cibernético “permite” que esse fato seja agravado,por esse motivo é importante a criminalização das “fake news”.Dessa forma,,o aristocrata milanês Cesare Beccaria já afirmava que se “quereis prevenir delitos? Fazei com que as leis sejam claras e simples”,assim entende-se que é preciso de uma legislação para esse assunto.

Destarte,o Estado e as ONGs são responsáveis por “atenuar” essa problemática,a saber:as empresas do terceiro setor devem orientar a população a respeito dos perigos de repassar notícias falsas ou de origens duvidosas por meio de debates e palestras ministrados por docentes especializados no assunto,com a finalidade de reduzir a propagação das desinformações no âmbito virtual e incentivar denuncias de supostas notícias duvidosas.além disso,é preciso que o Ministério da Justiça refunde leis as legislações criminais,criando leis especificas para os crimes cibernéticos-dentre eles a “fake news”-mediante Programas de Emendas Constitucionais (PECs),com o intuito de punir quem cria e compartilha esse tipo de conteúdo.Essas podem ser consideradas intervenções relevantes no que tange ao tema dos perigos das “fake news” na era da informaçao.