Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 13/10/2018
Policarpo Quaresma, o patriota de Lima Barreto, decidiu em seu “Triste fim” dedicar toda sua vida ao estudo da pátria, por querer muito contribuir para sua prosperidade e progresso. Talvez hoje, no que tange à questão das “fake news” no país, em contraposição a veiculação criteriosa de notícias verídicas, ele repensasse acerca de sua decisão. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A princípio, vale ressaltar que o artigo terceiro da Constituição brasileira explana o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, uma vez que a disseminação das “fake news” têm se alastrado pelas redes sociais, fruto de uma comunidade internauta que não filtra eficientemente as informações obtidas, tão pouco verifica as fontes das notícias, prolongando dessa forma a problemática no Brasil.
Além disso, pode-se apontar que de acordo com o Fundo Monetário Internacional o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste é claramente refletido no consumo crescente de notícias falsas. Uma vez que os jovens são bombardeados frequentemente por esses meios manipuladores que na maioria das vezes estão em busca de cliques, os quais compartilham e aumentam a visibilidade dessa falsa mídia.
Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Cabe ao Ministério da Educação criar um programa para ser impulsionado nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e saraus a respeito do trabalho jornalístico comprometido com a veracidade das informações. Dado que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador a fim de que consequentemente a comunidade escolar e a sociedade no geral se eduquem. Assim, poder-se-á criar um legado de que Policarpo Quaresma pudesse se orgulhar."