Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/10/2018
Na Alemanha Nazista, a propagação de notícias falsas com o intuito de ganhar aprovação popular foi um dos principais sustentáculos do Terceiro Reich. Similarmente, a alta divulgação de “Fake News” apresenta-se como um grave problema no Brasil. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar fatores que favorecem esse quadro
Em primeiro plano, é importante constatar que a falta de preocupação com a veracidade das notícias compartilhadas é um dos precípuos fatores que colaboram para a problemática. De acordo com o estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, notícias falsas circulam 70% mais do que as verdadeiras na internet. Diante do exposto, torna-se claro que as informações falsas veiculadas na mídia são fruto do desinteresse da população em averiguar a autenticidade de tais fatos.
Outrossim, é válido salientar os interesses sócio-econômicos da mídia como um dos motores para a criação de “Fake News”. Conforme disse o filósofo Aristóteles, o menor desvio da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança. Cada vez que uma notícia é compartilhada, gera lucro para aquele que a criou, ou seja, o dinheiro que o criador da falsa informação receberá por àquela “Fake News” é equivalente ao seu número de “clicks”. Por conseguinte, a sobreposição de interesses da mídia resulta em consequências incalculáveis e irreversíveis para nossa sociedade.
Infere-se, portanto, que as “Fake News” representam um perigo para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação inserir na grade curricular o Ensino de Educação Digital em escolas públicas e privadas, com materiais didáticos específicos, a fim de promover uma educação que nos capacite a identificar notícias inverídicas na internet. Ademais, o Poder Legislativo deve criar leis mais severas que punam os criadores de conteúdos falsos, com o propósito de que os lesados pela divulgação de informações falsas, sejam devidamente indenizados. Dessa forma, o Brasil poderá superar o perigo que as “Fake News” oferecem para a sociedade.