Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/10/2018

Lamentavelmente, a sociedade arrasta até a atualidade condutas tais quais as dos sofistas, opositores do filósofo ateniense Sócrates. Primeiramente, o impacto do cinismo empregado na elaboração das fake news recai, de maneira assombrosa, sob a população com menor discernimento para distinguir axiomas. Ademais, o abalroamento entre o lídimo e o espúrio acarretam em decisões populares falseadas.

Hodiernamente, são lançadas diversas notícias fraudulentas tendo como escopo, principalmente, a difamação de determinada pessoa, grupo social, partido político, etc. Consequentemente, pode-se inferir os estorvos enfrentados  cotidianamente pelos alvos das famigeradas fake news. Ademais, também pode-se constatar como o fenômeno “onda” da internet faz com que as informações se alastrem, sem maiores restrições, acarretando em linchamentos e suicídios.

Lamentavelmente, diante de situações onde se faz necessário o discernimento popular, tal qual ocorre nas eleições para ocupação dos cargos políticos, inúmeros votos são manipulados por correntes de informações dissimuladas. Logo, há um “hackeamento” escuso da democracia. À vista disso, as votações de cunho popular/democrático tomam vieses distintos dos quais tomariam se os indivíduos pautassem suas decisões pela verdade.

Portanto, é essencial que os governos federais, estaduais e municipais estruturem investigações mais rigorosas através da contratação de policiais graduados em jornalismo a fim de obter conhecimentos interdisciplinares perante as respectivas necessidades das referidas vicissitudes. Assim sendo, planos mais específicos para o respectivo crime cibernético poderiam ser elaborados e, por conseguinte, este seria eficazmente combatido.

De acordo com Durkheim, a sociedade é um todo interdependente, como um organismo vivo, assim sendo, sintomas como a febre, por exemplo, podem ser equiparados aos desajustes sociais que galgam degraus do plano individual para o coletivo, tal qual um micro organismo gera sintomas no corpo inteiro. Nesse sentido, é primordial que o ministério da educação promova a reformulação da grade curricular das escolas e universidades a fim de valorizar disciplinas direcionadas ao desenvolvimento humano e interpessoal. Por exemplo, através do incentivo aos jogos colaborativos em detrimento dos exclusivamente competitivos ou proporcionando grupos terapêuticos entre colegas. Dessa maneira, os indivíduos desenvolveriam maior coesão social, além de empatia e, consequentemente, maior compromisso com a verdade e com seus semelhantes. Dessa maneira, a edificação de valores e direitos humanos fundamentais diminuiriam drasticamente os crimes de crivo moral, como é o caso da elaboração de notícias falsas.