Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2018
Desde sua criação na guerra fria para fins militares e como estratégia de manter as comunicações com bases militares, a internet vem passando por diversos retoques. Na década de 70 e 80, professores e alunos dos EUA, trocavam ideias e mensagens através das linhas da rede mundial. A partir dos anos 2006, a nova era da internet integrou as redes sócias, que é notável até os dias de hoje. Encaixada as mudanças a internet também originou problemas,um dos principais: a propagação de notícias falsas. Visto que, nem tudo que circula nesses veículos é autêntico, o que detém a cobertura profissional da imprensa. Tal comportamento é nocivo à sociedade. É evidente que, com a tecnologia mais acessível e a praticidade de conexão com o mundo, a propagação dessas notícias é ainda mais ágil, uma vez que, às mídias sociais manifestam informações que muitas vezes, são usadas como formadoras de opinião.
Outro ponto relevante nessa temática, é a magnitude dessas notícias que expandem em uma realidade política, a “Pós-Verdade”, isto é a emoção e crenças pessoais afetam mais a opinião pública do que as causas objetivas. A insensatez no ato compartilhamento desses boatos geram vítimas, que são expostas a atos violentos e degradantes - simbólica e física- e muitas vezes, não conseguem se defender. Um exemplo ocorrido em 2014, no interior Paulista, uma cidadã foi espancada – e foi à óbito- pela vizinhança por suspeitas de praticar magia negra em crianças.
Acresce- se a essa trama, a falta de criticidade da população que potencializa essas notícias, quando não patrocinadas por ideais políticos, - o que ajuda a tonificar crenças - são financiadas pela “indústria de cliques” – criada pelas plataformas de publicidade digital-. Tais notícias são usualmente alarmantes, apelativas emocionalmente e potencialmente destrutivas e com o pedido de compartilhamento enfático, por esse motivo são amplamente compartilhadas e comentadas, antes mesmo que os usuários se certifiquem a sua veracidade, dado que a notícia chega aos leitores sem apuração jornalística o que impede especificar o que é boato e o que é real .É urgente que se desconstrua esse comportamento assíduo na sociedade.
Destarte, para resolver essa problemática é preciso ação do Estado e da sociedade. A criação de ações que auxiliem a população a identificar e filtrar as fake news através de palestras e oficinas,já que a notícia só ganha destaque devido a quantia de acessos. A cargo da escola em união com jornalistas desenvolver projetos a fim de aguçar e protelar o senso crítico dos alunos.Cabe às mídias sociais orientarem seus usuários quanto ao compartilhamento de boatos, denunciado notícias falsas punindo os autores com o bloqueio de suas respectivas mídias, para assim suster o fluxo de falsas notícias.