Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/10/2018

A modernidade líquida e a obsolência programada são o exemplo prático em uma sociedade em que tudo é vário e temporário. A rapidez, antítese da cautela, faz do pouco tempo um aliado à frases incompreendidas, informações não checadas e notícias fora de contexto que quando compartilhadas em uma rede, viralizam em segundos.

Por um lado, a sociedade atual, mutável  e efêmera, se mostra em um berço totalmente adequado para as chamadas “fake news”, com uma era embasada no “fast food”, em que a necessidade de se alimentar rapidamente se sobrepõe a questões vitais: como a saúde,  por exemplo, demonstra que uma notícia inverídica, quando compartilhada se sobrepõe ao eventual dever de checar a informação.

Por outro lado,  a mesma rapidez e volatidade que fazem das ‘‘fake news’’ inconstantes e muitas vezes sem fonte confiável, são as mesmas que a fazem difundir-se com uma maior rapidez tornando-a  uma falsa tese, pois como diria Joseph Goebbels: ‘‘Um mentira repetida mil vezes torna-se verdade.’’, avançando os limites, e afetando até áreas de extrema responsabilidade como : saúde, política e educação

Retomando a ideia anterior, o avanço das notícias falsas fez com que o Ministério da Saúde alertasse pela diminuição de pessoas vacinadas na campanha, ocasionado pelo impasse  que a população teve de ir aos postos, alarde este, causado pelas falsas noticias vinculadas em aplicativos de mensagens. O Ministério chegou a disponibilizar um número de WhatsApp para envio de mensagens para esclarecer a população.

Portanto, é necessário que o cidadão seja coerente e responsável ao repassar qualquer notícia, tendo ciência da forma viral em que a mesma se espalha causando sérias consequências. É essencial, pesquisar e verificar a procedência de qualquer informação adquirida. Além de que, é dever do cidadão, alertar quem está divulgando tal notícia, caso seja falsa, e se o mesmo permanecer na divulgação, denunciar no aplicativo ou rede social em questão.