Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/10/2018

A revolução nos meios de comunicação durante a Revolução técnico-científica no final do século XX garantiu o rápido acesso à informações de todo o mundo em um curto espaço de tempo. Entretanto, dada as circunstâncias, as notícias passaram a eximir-se de critérios e bom senso, abalando estruturas políticas e gerando insegurança pública. Diante desse cenário, buscam-se maneiras de reduzir a influência desses atos — fake news — em todas as esferas da sociedade.

A priori, é importante ressaltar a influência da mídia no mundo contemporâneo. De acordo com a Federação Internacional de Futebol, cerca de 3,8 bilhões de pessoas assistiram a Copa do Mundo de 2014 realizada no Brasil, mostrando seu caráter de disseminação rápida de informações. Todavia, devido a velocidade de difusão das mensagens, torna-se mais fácil a entrada de fake news sem a devida avaliação. Tal conjectura favorece que mentiras sejam divulgadas para um grande número de indíviduos, ocasionando o controle da imprensa sobre comportamentos de toda a comunidade.

Outrossim, é válido colocar a falta de aparelhos legais para combater essas ações. No Brasil e em grande parte do mundo, não existem normas jurídicas que combatam especificamente a disseminação de informações inverídicas. Além disso, a ausência de caracterização legal desses feitos promovem uma dificuldade em ordenar seu grau de influência e seu provedor. Desse modo, cria-se um cenário de impunidade crescente que transforma profundamente a sociedade.

Dado o exposto, portanto, medidas são necessárias para combater os malefícios das fake news. Países devem promover uma regulação sábia da mídia a fim de criar órgãos que averiguem a veracidade das notícias publicadas. Ademais, a Organização das Nações Unidas deve impor aos países participantes a criação de leis específicas contra essas condutas e a inclusão delas na categoria de crime cibernético, gerando punições cabíveis aos infratores, promovendo assim, uma sociedade mais justa.