Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2018
No século XV, Gutenberg inventou a imprensa, uma máquina capaz de produzir grandes quantidades de livros e textos, a qual com tempo propiciou as pessoas mais informatividade e também o desenvolvimento do senso crítico, mas sobretudo influenciou o que hoje chamamos de era da informação, assim, hodiernamente, através da internet, há mais acessibilidade as informações. Entretanto, por causa lucro advindo da popularidade das notícias, casos de “fake news” (notícias falsas) estão cada vez mais frequentes na sociedade. Dessa forma, cabe analisar como a falta de legislação e de educação digital geram os perigos da problemática em questão.
Em primeiro plano, a ausência de legislação que qualifica as notícias tendenciosas como crime é uma das principais causas da permanência delas. Isso demostra a conveniência do Governo com o transtorno causado pelas “fake news”, já que a manipulação de informações é tipico de sistemas autoritários, como por exemplo, o Plano Cohen que ludibriou a população na Era Vargas, pois ele não ocorreu e foi utilizado para a instauração forçada do Estado Novo. Essa exemplificação denota que a democracia fica ameaçada diante de dados sensacionalistas, os quais manipulam a sociedade com o intuito difundir medo e revolta, porém são amplamente aceitos na mídia, constituindo, dessa maneira, um risco social.
Além disso, nota-se, ainda, que a falta de educação digital deixa as pessoas mais suscetíveis a confiar nas deturpações dos fatos e repassa-las, incentivando, desse modo, a sua proliferação. Por isso, um estudo analisou essa tendência, a qual foi chamada de Efeito mídia hóstil pelo Livro True Enough, visto que a vinculação de informações está relacionada ao conceito de sociedade de massa, assim, os produtores das “fake news” aproveitam esse aspecto e as produzem visando um grande grupo, o qual tem os mesmos valores. Com isso, essas notícias ficam populares e passam a serem tratadas como verídicas por ignorância, pois a população não tem o hábito de verificar as fontes. Destarte, como o ditador Joseph Gobbels disse “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.
Torna-se evidente, portanto, que a inexistência de legislação e de educação sobre o tema fortalece a produção das notícias falsas gerando perigos como manipulação do povo. Em razão disso, o Poder Legislativo pode criar uma lei para criminalizar os criadores de conteúdos tendenciosos com multas e penas, além da retratação do agente publicamente na mídia desmentido sobre a notícia, caso ela for de grande alcance e também juntamente com o Poder Executivo fiscalizar os sites e noticiários através de disque denúncias. Ademais, as escolas devem informar o público por meio de cursos e oficinas nas comunidades sobre educação digital com o objetivo de instruir sobre como combater as “fake news”.