Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/10/2018
Políticas contras as “fake news”
Nunca foi tão fácil se comunicar, já que dispõe-se dos mais variados tipos de tecnologias para tal atividade. Entretanto, contrariando a sofisticação que, em tese, asseguraria confiabilidade do conhecimento, a era da informação depara-se com as “fake news”, notícias falsas que aparentam ser verdadeiras. Contudo, esse problema pode causar graves danos à população, apesar de ser um ato ilegal e haver penalidades.
Convém ressaltar que a o acesso à internet e o surgimento das redes sociais estreitou a interlocução entre as pessoas próximas e distantes, mas também abriu espaço para que pessoas má intencionadas ou com o intuito de ganhar dinheiro viessem à tona, dentre essas estão as que criam e disseminam mentiras. Porém, tais atitudes podem gerar sérias consequências como intolerância e mortes, motivos pelos quais sete pessoas perderam suas vidas na Índia decorrente de notícias falsas, segundo reportagem do site UOL. Ademais, muito especulou-se a respeito da influência dessas inverdades nas eleições de Donald Trump nos Estados Unidos, pois a imprensa americana aponta que elas podem ter contribuído para a vitória desse presidente ao persuadir as pessoas daquele país.
Cabe salientar que o responsável pelas informações erradas ou incompletas pode responder por calúnia, injúria e difamação já previstos no Código Penal. Além disso, a simples divulgação dessas notas também pode ser punida, que tem como resultado a obrigatoriedade do pagamento de uma indenização à vítima. Exemplo disso, é um caso ocorrido em uma cidade do interior da capital paulista, em que a autora de uma ofensiva notícia quanto a uma suposta negligência veterinária terá que recompensar financeiramente o fendido, bem como outra pessoa que replicou o informe.
Diante do exposto, medidas são indispensáveis para a solução do problema. Faz-se necessário que a população certifique-se quanto à veracidade da informação recebia, por meio de pesquisas em fontes confiáveis de comunicação. Além disso, as escolas devem conduzir os estudantes ao hábito da leitura em diversos meios como jornais, livros e sites seguros, a fim de formar cidadãos conscientes, pois, como o pedagogo Paulo Freire já disse, “a educação transforma pessoas e essas mudam o mundo”. Dessa maneira, protege-se a sociedade das falsas verdades e, consequentemente, diminuem-se os casos de injustiça.