Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/10/2018

As “Fake News” são notícias, alertas, imagens e informações falsas disseminadas nas redes sociais, geralmente com o objetivo de provocar discussões, polêmicas e pânico. Inicialmente, essas publicações não atingiram um nível preocupante de influência, porém, devido ao crescimento descontrolado da sua disseminação, o Brasil tem enfrentado dificuldades na manutenção das políticas de saúde e da integridade democrática. Esse quadro problemático advém de fatores como a dificuldade de elucidar a verdade e convencer a sociedade quanto a falta de veracidade das informações divulgadas.

A princípio, é importante citar o impasse relacionado a vacinação que o Ministério da Saúde tem advertido com frequência no ano de 2018. Esse desafio envolve as metas de vacinação contra poliomielite e sarampo que não estão sendo atingidas em decorrência da disseminação de “Fake News” sobre os reais objetivos do governo e as consequências para a saúde do público alvo. Dessa forma, a propagação de informações como “as vacinas estão deixando as crianças doentes”, “os casos relatados nos jornais são falsos” e “essa forma de proteção é desnecessária” estão tornando as pessoas reticentes quanto a vacinação. Consequentemente, o Ministério da Saúde permanece desacreditado e a qualidade de vida do brasileiro declina.

Além disso, é imprescindível elucidar os prejuízos das notícias falsas à intenção de voto e à candidatura durante o período de eleição. Essas informações dificultam a manutenção do direito democrático do cidadão brasileiro, pois o votante é exposto a inúmeras imagens editadas com Photoshop, notícias com alegações falsas, publicações com relatos inverídicos, além de correntes com propostas e argumentos sem autenticidade. Dessa maneira, enquanto permanece difícil conhecer a verdade sobre a intenção e as propostas dos candidatos, diversos votos são orientados pelas “Fake News”.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de controlar a proliferação das “Fake News” e evitar  prejuízos ao país. Em primeiro lugar, é imprescindível que o Ministério da Educação e Cultura promova comerciais de televisão e rádio, propagandas nas redes sociais, publicidade em “outdoors” e divulgação de panfletos que orientem a população sobre o perigo das notícias falsas e as formas de confirmar a veracidade das informações, além de disseminar as informações verdadeiras nesses mesmos canais de comunicação. Em segundo lugar, é necessário que o Tribunal Superior Eleitoral publique as mensagens verdadeiras no seu site e nas redes sociais, em conjunto com notificações sobre as notícias falsas e orientações para que a população votante procure as fontes de informação corretas. Com essas medidas será possível reduzir e reverter os danos à saúde e à democracia do Brasil.