Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2018
No limiar do século XXI, as novas tecnologias de comunicação são primordiais para o estabelecimento das relações interpessoais e para a divulgação das mais variadas informações. Paradoxalmente, toda essa rapidez de difusão pode gerar a disseminação de notícias falsas e, sobremaneira, o fomento do ódio e da discriminação. Nessa perspectiva, é fundamental avaliar como informações falaciosas são manipuladoras e quanto determinadas atitudes extremistas geram discursos preconceituosos e intolerantes.
Em primeira análise, a propagação de ‘‘fake news’’ implica o controle de comportamentos e formas de pensar o mundo. Seguindo esse princípio, o conceito de ‘‘pós-verdade’’ denota situações em que fatos objetivos exercem menos influência na opinião pública do que crenças individuais ou apelações. Dessa forma, notícias tendenciosas que beneficiam um lado político ou determinado posicionamento sobre assuntos polêmicos, com dados estatísticos e manchetes que se assemelham à veracidade,são propagadas constantemente no meio midiático. Diante desse controle da massa, consequências como, a morte por linchamento de uma mulher no interior paulista após ser confundida com a imagem de outra acusada de bruxarias com crianças, que circulava nas redes sociais, podem ser observadas. Além disso, a internet, por dificultar a investigação dos que praticam essa disseminação(por conta da existência de anônimos), torna-se uma ‘’terra sem lei’’, propiciando a impunidade de elaboradores de notícias falsas e discriminatórias.
Acresça a isso o fato de que, por intermédio das redes sociais, muitos discursos de intolerância e preconceito são veiculados. A rápida propagação de postagens e curtidas, por exemplo, permite o compartilhamento de mensagens supostamente ‘‘inofensivas’’ relacionadas ao cyberbullying, desacompanhadas de reflexão acerca dessas. À vista disso, seguindo a linha de pensamento de Augusto Comte, ‘‘ver para prever a fim de prover’’, medidas são necessárias para solucionar o impasse.
De acordo com o supramencionado, principalmente no âmbito das redes sociais, o fenômeno das ‘‘fake news’’ facilita a propagação de discursos de ódio. Diante desse quadro, faz-se necessário que a União, juntamente com a Polícia Federal, através do redirecionamento de verbas, construam delegacias especializadas na investigação de notícias falsas veiculadas no meio cibernético, de forma a descobrir e punir os autores dessas, diminuindo também assim, a ocorrência de preconceitos virtuais. A medida teria o objetivo de descontinuar a problemática e assegurar o bem estar dos internautas.