Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2018
Indubitavelmente a comunicação via internet é um dos alicerces da globalização. Milhares de informações são partilhadas diariamente nas redes sociais. No entanto, nem sempre essas propagam veracidade, conhecidas como - fake news- podem enganar e mascarar a realidade dos indivíduos. Nesse contexto, faz-se necessário analisar como a falta de ferramentas digitais e a desinformação corroboram para essa conjuntura.
Convém ressaltar, a princípio, que por trás dessas informações falsas, há sempre motivos específicos e interesses pessoais. Durante a Segunda Guerra mundial, por exemplo, Hitler, utilizava desse artifício para disseminar o antissemitismo e a valorização do nazismo. Devido a isso, o século XX ficou marcado como um dos mais sangrentos da história. Atendo-se a isso, a internet torna-se muito perigosa pela rapidez com que são partilhadas informações manipuladas sem haver mecanismos digitais para reconhecer e filtrar o que tem validade.
Além disso, evidencia-se, ainda, que a falta de conhecimento digital do brasileiro potencializa a questão. Isso acontece porque, a sociedade entra na internet sem deter de instruções básicas para verificar o que está sendo mostrado. Segundo dados recentes, o compartilhamento de “fake news” no Brasil, supera os 12 milhões. Urgindo assim, a necessidade de haver guias para internautas inexperientes, pois esses por não ter conhecimento acabam acreditando no que leem e ajudam a disseminar a desinformação.
Torna-se evidente, portanto, que essa prática deve ser coibida. Em razão disso, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com empresas como Facebook e Twitter, por exemplo, por meio de verbas público/privadas criarem um departamento que dê assistência online para verificação e proibição de inverdades. Ademais, faz-se necessário que esses mesmos órgãos efetivem discussões e palestras com especialistas nacionais e internacionais no assunto, visando o aperfeiçoamento e novas possíveis soluções mais eficazes para coibir esse mal nas redes.