Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/10/2018

As falsas notícias, atualmente conhecidas como “Fake News”, não são um fenômeno novo, contudo, com o surgimento da rede de computadores um simples boato transpõe continentes em segundos. Essa rapidez da divulgação do fato pode causar grandes prejuízos as pessoas provocando pânico a sociedade ou destruindo a imagem de um indivíduo. Por essas e outras razões as “Fake News” devem tem seus autores descobertos e devidamente punidos.

Uma das grandes notícias falsas da antiguidade remonta aos primeiros anos do século XX. Um pesquisador britânico chamado Charles Dawson afirmou ter encontrado o fóssil de uma espécie ainda desconhecida de homem primitivo. O então denominado Homem de Piltdown foi uma grande fraude científica tendo em vista que posteriormente cientistas descobriram que o crânio encontrado tinha sido manipulado dolosamente e na realidade era a junção do crânio de um macaco com o maxilar de um humano.

É necessário esclarecer que “Fake News” podem trazer prejuízos a população, incluindo problemas de saúde pública. Na década de 90, na Inglaterra, um pesquisador publicou um artigo científico afirmando que a vacina contra o sarampo provocava autismo. Como a publicação foi em uma revista científica o resultado da pesquisa se espalhou rapidamente e muitos pais deixaram de vacinar os filhos para evitar o autismo. Posteriormente a polícia britânica descobriu que o médico, juntamente com um escritório de advocacia pretendiam, com fundamento na pesquisa, requerer grandes indenizações dos laboratórios fabricantes de vacinas. O Brasil ainda sofre as consequências da pesquisa fraudulenta  e em 2018 não conseguiu atingir a meta desejada de vacinas contra o sarampo.

Grandes empresas como o facebook vêem tentando combater os boatos virtuais usando ferramentas de “bots” que filtram a informação falsa.  Ainda que a rede de computadores se mostre atuante é necessário que o Ministério Público juntamente com a Policia Federal e ABIN se unam para encontrar e punir criadores e divulgadores de “Fake News”.