Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/10/2018
É inegável que o avanço tecnológico facilitou e muito o nosso dia-a-dia. Temos hoje, na palma da mão, a conexão com o mundo todo. Nos últimos anos, ficou cada vez mais fácil ter um “smartphone” e acesso a “internet”, mas assim como essa conexão com o mundo nos traz benefícios, ela também nos deixa passíveis de ameaças: fraudes, golpes e até mesmo “fake news”, quando uma inverdade é repassada como verdade absoluta, ainda que parte dela seja verdadeira, mas que retirada de um contexto nos traz informações erradas e nos leva a conclusões precipitadas.
Muitos são os usos de “fake news”, como quando uma empresa que vende pílulas de emagrecimento utiliza, em suas páginas de divulgação, fotos de uma pessoa que perdeu peso em decorrência de uma cirurgia bariátrica afirmando que a causa do emagrecimento é do seu produto milagroso, ou mesmo quando uma página na “internet” usa notícias manipuladas para chocarem seus leitores e consequentemente atrair visualizações em seus sites e até mesmo quando se cria uma notícia falsa ou se manipula uma informação a fim de prejudicar terceiros.
Quem cria essas notícias falsas pode criá-las com a finalidade de obter lucro, como quando uma empresa engana o consumidor ou atrai pessoas para seu site e tem o retorno em “clickbytes”, e também para prejudicar grupos a quais são contrários, cometendo assim crimes contra a honra. Como as “fake news” geralmente apresentam provas mascaradas, pessoas desavisadas findam espalhando essas notícias falsas, que podem causar sérios danos, até uma histeria coletiva, como ocorreu em cidades no interior da Paraíba quando um viajante espalhou que a barragem de um grande reservatório de água havia ruído, causando pânico a população das cidades circunvizinhas, obrigando as emissoras de rádio da região a desmentirem a informação.
A forma de se evitar ser vítima, manipulada, por essas notícias falsas é checar a fonte, dando maior credibilidade a grandes portais de notícias e se possível ver o maior número de informações acerca do assunto. Já há alguns sites que buscam manipulações em fotos e vídeos e erros em notícias virais, mas são poucos usados. Resta aos jornais e portais de informações incentivar seus leitores a investigarem notícias virais e sensacionalistas. Aos leitores, resta checar as notícias que receberem e ao identificarem “fake news” corrigirem as informações àqueles que a repassaram. Assim, a maneira mais eficaz de reduzir os danos de “fake news” é mostrando que são falsas.