Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/10/2018
Um artifício bastante perigoso da atualidade são as chamadas fake news, prática cujos pilares são o oportunismo (perante ao fácil tráfego de informações) e a desinformação. A periculosidade da divulgação dessas notícias falsas é inegável e em meio a uma grande crise que o Brasil enfrenta, a proibição e criminalização do ato torna-se inevitável.
Um bom exemplo do quão inescrupuloso são essas falsas informações se deu no início do ano 2018, quando após o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), diversos boatos (ferindo sua imagem e memória) foram espalhados a seu respeito em mídias sociais (geralmente em meios de ideologias contrárias a da vereadora e de seu partido) que iam desde um falso relacionamento com seu assassino até afirmações de que seu assassinato fora realizado por facções criminosas, obrigando a família de Marielle a recorrer para a justiça, pedindo a público que usuários de mídias sociais denunciassem divulgadores dessas notícias
Todavia, em território brasileiro ainda não existem legislações específicas para a condenação da prática. No caso da família de Marielle por exemplo, a justiça apenas considerou como calúnia e difamação, o que apesar de também apropriado não leva em consideração toda a articulação da prática por parte dos acusados e da irresponsabilidade perante ao uso das mídias sociais, cujo tráfego de informações é quase imediato (e em redes sociais como o Facebook, a divulgação de informações falsas já deixa o usuário praticante sujeito a banimento).
Dessa forma, cabe ao judiciário propor uma legislação mais específica e rigorosa perante a divulgação de notícias falsas, de forma que vise ocupar e afastar os divulgadores dessas informações das mídias sociais. Dessa forma, usuários de mídias sociais ampliarão sua consciência perante a responsabilidade que possuímos em uma era de recepção de notícias automatizada.