Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/10/2018

Desde o início das civilizações, para a informatização dos povos, eram utilizados meios de comunicação como as cartas. Com o avanço tecnológico, o meio informativo passou a ser as redes sociais: Facebook, Instagram, Twitter etc. Porém, essas passaram a ser transmissoras de falsas notícias, ou “Fake News”, que podem induzir os usuários dessas redes a terem más condutas em decisões políticas, públicas e nas relações sociais, e por outro lado denigrem o prestígio social do noticiado.

Ademais, nem todo conteúdo noticiado é regido por uma verdade, mas que esse é postado para se tornar um censo comum. Assim, conteúdos enganosos levam a pensamentos errôneos e por conseguinte, os que já se utilizam dessas falsas “verdades” não alcançam o esclarecimento em suas ações. O esclarecimento é definido pelo filósofo Immanuel Kant como “a saída do homem de sua menoridade, da qual ele é o próprio culpado”, onde a menoridade é a incapacidade do homem fazer uso do seu conhecimento sem a interferência do outro.

Contudo, as “Fake News” também prejudicam as pessoas relatadas no conteúdo dessas informações. Assim, por se tratarem geralmente de pessoas públicas, essas notícias denigrem suas imagens e deixam-lhes expostos a ataques verbais e até mesmo físicos, gerando-lhes prejuízos sociais e psicológicos. Portanto, a falsa “verdade” individual se torna universal atingindo a liberdade e a vida do próximo, tornando o homem lobo do próprio homem, como diz Hobbes.

Em síntese, há soluções para esses problemas. Primeiro, a Polícia Civil juntamente com a Polícia Federal e o Comitê Gestor da Internet-CGI, deve por meio de sistemas de supervisionamento melhorar a fiscalização de postagens em redes sociais para que impeçam a visualização e o compartilhamento dessas notícias. Segundo, o Ministério Público por meio de leis mais consistentes deve aplicar penas e multas aos infratores como forma de inibir a prática desse crime.