Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/10/2018

Todos sabem que, em nosso país, há tempos, observam-se os perigos que as “fakes news” propagam. Suas causas são muitas, como desejo de denegrir alguém (seja pessoalmente ou através da mídia), ou até mesmo pelo fato dos que as fazem serem pagos para isso; ou seja, visam o lucro. Porém suas consequências são ainda mais alarmantes, tais como conflitos sociais, propagação de difamações e bulliyng. Tal câncer social poderia ser atenuado com educação social e medidas aplicadas pelo Poder Público.

É indiscutível a presença de notícias falsas no nosso cotidiano, porque elas não estão apenas no ambiente cibernético, mas também no real. Goebbels afirma que uma mentira contada mil vezes acaba se tornando uma verdade, e podemos comprovar a veracidade dessa frase ao analisarmos a rapidez com que as notícias se espalham e que seus propagadores realmente acreditam nelas por falta de análise e conhecimento para identificá-las.

Pode-se mencionar, por exemplo, o Plano Cohen, onde Vargas implantou Estado de sítio no Brasil por uma falsa ameaça comunista propagada através da mídia. Tomando base nisso, podemos ver que as fakes news interferem totalmente na vida individual de cada cidadão, pois foi-lhes tirado direitos essenciais por mentiras decorrentes da alienação por falta de informação.

Além disso, conflitos sociais causados por difamação podem gerar bulliyng e também o cyberbullying, e, devido a grande proporção de depressões causados por esses, faz-se extremamente necessária a ação do Poder Público para atenuar rapidamente o efeito na vida pessoal de cada cidadão que as fakes news causam e lembrar que, seja pessoalmente ou através da internet, as fakes news são um alarme para a alienação social que a sociedade brasileira está inserida.

Portanto, para sociedade saber reconhecer e parar de propagar as notícias falsas, faz-se necessário medidas aplicadas pelo Poder Público, junto ao Ministério da Educação, para atenuá-las através do desenvolvimento de aplicativos “filtro” nas redes sociais que identifiquem e excluam as notícias antes de se espalharem, mas garantindo que os propagadores iniciais recebam punição com o bloqueio de ações virtuais por tempo conforme a gravidade da noticia falsa, e, principalmente, para sairmos dessa caverna, precisamos de educação social para aprendermos a identificar as fakes news afim de não as “alimentar” e também ajudar as vítimas desse problema na atualidade. Essa educação viria desde a escola, com palestras, seminários e disponibilidade de psicólogos para as vítimas e agressores, até a mídia, com LIVES incitando o debate e conhecimento sobre o assunto, pois a própria população seria a beneficiada já que, conforme Epiteto, só a educação liberta.