Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/10/2018

A Globalização da informação ocorreu devido ao desenvolvimento das tecnologias de informação, com destaque ao advento da internet. A partir das redes sociais online, as pessoas que têm acesso podem receber e enviar mensagens instantaneamente para todas as parte do mundo. Entretanto, problemas como a propagação de falsas informações têm se manifestado na sociedade, prejudicando as pessoas envolvidas. Diante disso, são necessárias medidas que ajudem a população a distinguir o real e o falso e que punam de forma eficiente os fraudadores de opiniões.

Primeiramente, sabe-se que a Constituição Federal de 1988 considera crime a divulgação de notícias falsas ou fatos deturpados. Porém, a estrutura apelativa e hiperbólica das “fake news” chama a atenção de muitas pessoas que acabam compartilhando-as sem ter certeza de sua veracidade. Essa disseminação acentuada pode trazer prejuízos a pessoas de bem que por algum motivo estejam envolvidas. Em prova disso, em Guarujá, SP, uma mulher foi linchada até a morte após ser acusada erroneamente de sequestro e bruxaria com crianças.

Além disso, é válido ressaltar que as dificuldades no controle de crimes virtuais alimentam o perfil dos criadores das informações falsas. Uma vez que o mundo virtual ainda é tido como um território sem leis, os manipuladores sentem-se seguros atrás da tela de seus aparelhos eletrônicos, tornando mais difícil a localização desses indivíduos e aumentando a impunidade. De acordo com a ONU, o Brasil está entre os cinco países com mais crimes cibernéticos no mundo, o que comprova a necessidade do reforço das fiscalizações na rede.

Fica evidente, portanto, que para minimizar os efeitos da “fake news” é preciso atacar as raízes do problema. Para isso, deve haver uma ação conjunta na qual o Governo agirá na elaboração de ferramentas de segurança na rede, onde poderão ser feitas denúncias de perfis que elaboram notícias falsas e a mídia poderá, por meio de programas educativos, ensinar ao público como se identifica notícias de cunho duvidoso e assim coibir seu impacto. Dessa forma a população analisará melhor o conteúdo das reportagens e pensará duas vezes antes de divulgá-las, sendo possível, então, manter o mundo digital mais transparente e seguro.