Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 17/10/2018
Muito se tem discutido, recentemente, acerca do impacto das veiculação de notícias falsas (“fake news”) na sociedade. No seriado Todo Mundo Odeia o Chris, por exemplo, a personagem principal distorce uma história real para o jornal da escola e cria um suposto assassino de mulheres, o que leva a uma comoção geral e medo na cidade. Analogamente, a veiculação de notícias manipuladas em meio tecnológico tem gerado perigos à coletividade brasileira. Desse modo, deve-se analisar como a educação digital da população e a falta de punição influenciam na problemática em questão.
A rápida Revolução Tecnológica possui desafios quanto a adaptação e educação dos usuários às inovações tecnológicas, no qual as pessoas tendem a crer em quase tudo o que leem. Um estudo da Universidade de Stanford afirmou que 80% das pessoas tendem a acreditar em notícias falsas, e isso pode ser atribuído a pouca educação digital dada aos alunos, que repercute na fase adulta. Além disso, o compartilhamento das “fakes news”, deve-se também, de acordo com Stephen Kanitz, a pouca vigilância epistêmica, isto é, o discernimento e desconfiança frente a tantas manchetes duvidosas, no qual os leitores são ludibriados e influenciados a compartilhar. Tais fatores geram uma era da desinformação, incitam a violência e dificulta o esclarecimento da verdade.
Ademais, o principal fator para continuo compartilhamento de falsas notícias deve-se a impunidade aos criadores e disseminadores. Durante a Segunda Guerra Mundial, o ministro da propaganda, Joseph Goebbels, afirmou que: “uma mentira repetida mil vezes, torna-se uma verdade, é de mesmo modo que supostos sites jornalísticos operam. Tais páginas, como forma de atrair leitores ou para denegrir a imagem de alguém, criam e/ou distorcem matérias com títulos chamativos que levam grande parte da massa a crer no duvidoso e compartilhar. Por outro lado, a lei brasileira sobre calúnia e difamação, não atende especificamente as “fakes news”, e quando associada ao pouco conhecimento populacional sobre tal legislação, permite que a situação se repita, contribuindo para o caos social na sociedade.
Dado o exposto, faz-se necessário mudanças no uso do meio tecnológico. Para tal, a escola deve incluir aulas de educação digital aos alunos de ensino fundamental e médio. Essas atividades devem ocorrer na prática e em laboratório de informática, de modo que possam aprender a utilizar a internet de maneira saudável e benéfica. Além disso, o poder legislativo deve criar uma lei específica para as “fake news”, que não permita brechas e que possa aplicar efetivas penas. De mesmo modo, a administração das redes sociais e os órgãos de fiscalização, devem trabalhar juntos, no qual o primeiro encaminhará denúncias de farsas e o segundo investigará os culpados, lhes aplicando punições. Logo, com tais mudanças, a relação dos brasileiros com a tecnologia será mais consciente e construtiva.