Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 17/10/2018
De acordo com o físico alemão Isaac Newton, todo o progresso tecnológico da humanidade é como um machado na mão de um criminoso. Por isso, a idoneidade e repercussão de certas notícias veiculadas na internet têm sido questionadas no Brasil, visto que, informações falsas compartilhadas pelas redes sociais passaram a preocupar autoridades de diversos setores da sociedade. Nesse sentido, convém identificar as consequências dessa problemática, bem como pensar possíveis soluções para ela.
A princípio, as fake news – notícias falsas – podem gerar um caos social, como: motivar linchamentos; manchar a reputação de pessoas; disseminar dados inverídicos acerca de órgãos públicos; entre outros. A respeito disso, Pierre Lévy, reconhecido pesquisador na área de ciência da informação, ao estabelecer o conceito de cibercultura, explica que a internet é um mar de conhecimento, sendo dever do indivíduo filtrar, selecionar e organizar as informações às quais tem contato. Desta maneira, a responsabilidade individual mostra-se imprescindível para se evitar o compartilhamento indiscriminado de links, matérias e publicações.
Do mesmo modo, vale destacar a capacidade das informações fictícias em influenciar cenários políticos em todo o país. Nessa conjectura, a BBC Brasil publicou uma matéria em dezembro de 2017 denunciando a existência de empresas que, por intermédio de perfis e dados falsos, manipulavam a opinião pública em anos eleitorais para o benefício de certos candidatos. Com efeito, as Agências de checagem de notícias – órgãos públicos destinados à verificação dessas – têm um importante papel na desconstrução das inverdades difundidas online por pessoas e empresas de má fé.
Evidenciam-se, portanto, importantes riscos relacionados às fake news na era da informação. Para contorná-los, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve, por meio das redes sociais e demais mídias, criar um site para denúncias de possíveis referências ilusórias, além de divulgar uma cartilha eletrônica instruindo a população em como detectá-las, a fim de se viabilizar o reconhecimento e a punição de maus feitores virtuais. Espera-se, com isso, um distanciamento da visão newtoniana sobre a tecnologia na sociedade, ou seja, que se consiga usar as inovações tecnológicas para o bem comum, iniciando com o aumento do combate às notícias falsas.