Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 17/10/2018

Com a Terceira Revolução Industrial, e o consequente surgimento da internet, o acesso a informações foi facilitado de tal maneira que qualquer pessoa, ao digitar na barra de pesquisas, tem contato com inúmeras informações, sejam elas verdadeiras ou falsas. Ademais, o nascimento das redes sociais, como o facebook, faz com que muitas notícias falsas, as “fake news”, sejam divulgadas e compartilhadas, sem nenhuma pesquisa prévia. Com o compartilhamento, pessoas menos esclarecidas acreditam e discutem sobre tal tema apenas por ler o falso lide da notícia.

Criadas por pessoas com más intenções, sedentas por “cliques” e visitas em seu site, o que gera lucros, as “fake news” se configuram como um grande problema contemporâneo. Como aconteceu no Governo Vargas com o Plano Cohen, a falsa divulgação de um desejo comunista de instaurar insurreições no Brasil, o compartilhamento de informações mentirosas podem causar um desentendimento tão grande a ponto de mudar a base de um governo, por exemplo.

Devido a seus títulos tendenciosos, as “fake news” se espalham 70% mais rápido que outras notícias, de acordo com um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Muitas pessoas públicas são atingidas pelos boatos, como aconteceu com a vereadora Marielle Franco, onde muitas das notícias mais lidas sobre a mesma eram “fake news”. Contudo, projetos de lei, como o do deputado Luis Carlos Hauy, que têm como principal foco a punição de quem veicula tais notícias, estão sendo desenvolvidos.

Portanto, é de suma importância que haja uma educação digital, tanto em escolas como em outros lugares. A própria mídia possui o importante papel de divulgar meios de detectar tais notícias e de evitá-las. Também, os projetos de lei que tangem tal questão são indubitavelmente significativos. E, quem cria “fake news” deve ser severamente punido, pois prejudica milhares de pessoas todos os dias, sejam elas públicas ou não.