Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/10/2018

No Guarujá, em 2014, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte após ser vítima de uma “fake news” divulgada nas redes sociais. Notícias como essa esclarecem como a disseminação de falsas notícias através dos meios técnicos informacionais tem se tornado um grave problema para a sociedade em geral. Motivados por razões diversas e escusas, pessoas e instituições disseminam falsas notícias que são compartilhadas por uma parcela irresponsável e ignorante da população.

Observa-se historicamente que sempre houveram grupos detentores de poder que manipulam as informações de modo a ir de encontro as suas necessidades, como a Igreja Católica que se aproveitando da ignorância da população vendia títulos para o céu durante a Idade Média. No contexto hodierno não é diferente, a comunicação de massa é composta em grande parte por conteúdos tendenciosos que manipulam as notícias de modo a influenciar aos que a ela têm acesso.

Contudo, com o advento da internet e das redes sociais qualquer pessoa está apta a criar e divulgar inverdades sobre o assunto que desejar, o que tornou as notícias falsas extremamente comuns e de fácil compartilhamento. Segundo o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), as “fake news” se proliferam 6 vezes mais que as notícias verídicas. Isso se deve em grande parte a falta de responsabilidade das pessoas que as alastram ao repassarem notícias das quais não se conhece a veracidade.

O maior dos problemas para o controle dessa problemática atualmente advém da possibilidade de criar sites ctom IP oculto, ou de redes sociais como o Whatsapp que contem criptografia para todos os usuários, o que dificulta a atribuir responsabilidade e consequente punição para os autores das falsas notícias.

Entende-se, portanto, que o fenômeno das “fake news” caracteriza-se como uma problemática urgente a ser resolvida. O principal caminho para a solução de todo e qualquer problema perpassa primeiramente o âmbito educacional, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com Secretarias Estaduais e Municipais de Educação criarem projetos pedagógicos para a educação digital da população de modo que possam utilizar as tecnologias de forma consciente e responsável. Outra solução cabível é a punição severa para aqueles que criam as notícias não verídicas e também para os que as compartilham, como o projeto de Lei do deputado Luiz Carlos Hauly que criminaliza esses atos podendo gerar multas de 2 a 8 meses de pena.