Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/10/2018

A declaração universal dos direitos humanos divulgada em 1948 prevê o acesso de todo cidadão à informação, entretanto as “fake news”, termo em inglês utilizado para notícias falsas, tem causado preocupação no século XXI em razão do seu crescimento exponencial devido a era da informação. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível solução.

É importante enfatizar o avanço dos acessos nas redes mundiais de computadores no qual dados tendenciosos possuem uma propagação extremamente maior não só  pela valorização do lucro por cliques, mas também pelo ganho político em detrimento dos direitos humanos. De acordo com o Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade. Desse modo podemos analisar que referências falsas já eram presentes no nazismo com intenção de beneficiar a política através de jornais impressos.

Diante dessa realidade é possível perceber o uso dos meios de comunicação em virtude de promover campanhas partidárias. No Brasil o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) autorizou o impulsionamento da propaganda eleitoral na internet, através de pagamento,  mas infelizmente não há fiscalização da veracidade dos fatos publicados, o que facilita a manipulação de informações para prejudicar a imagem dos oponentes. Com isso a notícia é compartilhada e se espalha rapidamente confundindo toda população.

As principais redes sociais possuem uma ferramenta de denúncia, mas a publicação é apenas excluída, ignorando o prejuízo causado, portanto, deveria haver uma parceria com o Tribunal de Justiça, no qual possui em seu código penal os artigos 138 e 139 (que tratam de calúnia e difamação com pena de três meses de detenção), para punir não só o progenitor da informação tendenciosa como também quem à compartilhou sem verificar a sua procedência. Espera-se com isso uma maior atenção dos usuários ao  partilhar notícias de fontes duvidosas.