Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2018

Segundo Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”. Nessa época, a imprensa publicava diversas notícias falsas, as quais valorizavam a imagem e as ideais do ditador. Analogamente, nos dias atuais, a propagação de informações mentirosas, ou as “fake news” tomou proporções alarmantes, devido ao fácil acesso e compartilhamento imediato através das redes sociais, causando muitas vezes medo e pânico nos indivíduos. Logo, devem-se adotar medidas imediatas, como um maior rigor nas denúncias e punições.

Em primeiro lugar, as “fake news” consistem na deliberação de boatos e desinformações, visando ganhos políticos ou financeiros por meio de suas publicações. Essa ação tornou-se ainda mais recorrente nas eleições dos EUA e recentemente nas eleições do Brasil, notícias com intenções de prejudicar candidatos foram compartilhadas, sem se checar a veracidade da matéria. Além disso, as redes sociais por meio de fotos e videos editados podem impactar nas decisões do indivíduo. Como o movimento antivacina o qual propaga informações mentirosas sobre o ato de vacinar e ganha cada vez mais força, afetando a sociedade como um todo com a volta de doenças erradicadas.

Outro fator que é válido ressaltar são os artigos 138 e 139 do Código Penal, os quais visam punir aqueles que caluniam e difamam alguém, os mesmos valem para as redes sociais. Um exemplo foi o caso de uma servidora pública em Piracicaba, ao compartilhar uma postagem a qual difamava o trabalho do veterinário da sua cidade, acabou sendo processada pelo mesmo. Ou seja, a punição cabe não apenas para o produtor do conteúdo, mas também para o que propaga.

Portanto, os perigos das “fake news” na era da informação são diversos, sendo de extrema importância a checagem da veracidade da notícia. Assim, o Estado por meio do Ministério da Justiça deve fazer parcerias com as redes sociais a fim de que criem um maior rigor em relação as denúncias e as punições. Ademais, campanhas devem ser feitas com o intuito de conscientizar e alertar as pessoas que elas podem ser as vítimas, como também autoras, por meio da criação ou do alastramento, sendo de mera importância a delação. Por meio dessas medidas, garantiremos uma maior autenticidade a imprensa e as “fake news” não terão mais influência na sociedade.