Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/10/2018
No governo de Getúlio Vargas, 1937, foi exposto pelas mídias que um plano de implantação do comunismo, denominado Cohen, estava em curso no país. O presidente declara guerra ao estado suspendendo os direitos constitucionais. Anos depois, descobriu-se, que o plano foi uma mentira criada pelo partido a fim de justificar seus atos. Hoje, contudo, muitos ainda utilizam o artificio das noticias falsas, conhecida como ‘‘Fake News’’, que agora são propagadas amplamente no mundo virtual. Em vista disso, nota-se a necessidade de mostrar as malefícios e ensinar como identificar um noticia real e diferenciá-la de uma falsa e, também, ampliar a fiscalização por meio de um órgão virtual. É primordial ressaltar que, precisa levar em consideração que a divulgação de notícias falsas pode gerar uma rede de mentiras. No Brasil, nota-se que, não é incomum receber notícias falsas via internet, que apenas com um compartilhante pode contribuir para um grande conflito, ações inadequadas que pode chegar até ao ato de violência contra o injustiçado. É relevante abordar, o caso ocorrido no Guarujá, em 2014, com a dona de casa Fabiana de Jesus, que após ser confundida na divulgação de boatos na rede, onde foi acusada de envolvimento em rituais de magia, e acabou sendo espancada e morta por moradores da comunidade.
Paralelo a isso, convém ressaltar que muitas empresas utilizam notícias falsas para criar uma cultura consumista na sociedade, desenvolvendo estereótipos que causam um grande malefício a todos. Conforme - Joseph Goebbels - afirmava ’’ Uma mentira repetida varias vezes torna-se uma verdade’’, nesse caso, pode-se dizer que o ato de disseminar boatos acaba chegando na sociedade como uma verdade, alienando algumas pessoas, até em opinião política partidária.
Infere-se, portanto, que os perigos das divulgações de boatos falsos são atos imprudentes. Para tanto, a mídia pode exercer seu papel social ao monitorar as possíveis notícias falsas, por meio de inserir propagandas socioeducativas as quais ensinem os usuários de redes de interação a identificar as informações mentirosas através da analise de fonte, com objetivo de evitar esse impasse. E, cabe também, o Sistema Judiciário ser mais rigoroso nas investigações e penalidade para com quem divulga esse tipo de informações. Dessa forma, o acontecimento no governo de Getúlio Vargas não se repetirá.