Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/10/2018

Na Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler utilizava os meios de comunicação como disseminador de notícias falsas a favor de seu Governo para valorizar sua imagem e ideologia, com o intuito de manipular a população. Entretanto, no século XXI, isso ainda é uma realidade, tendo em vista o aumento do índice de fake news (notícias falsas) compartilhadas nas mídias sociais aliado a falta de fiscalização desses meios de comunicação.

Segundo matéria da Forbes, o Brasil é o terceiro país que mais divulga notícias falsas no mundo. Esse dado é um reflexo da falta de educação digital da população, haja vista que não buscam verificar as fontes das notícias que compartilham nas mídias sociais e acabam acreditando em matérias tendenciosas, um exemplo disso, é o caso Marielle Franco, vereadora que foi assassinada e vítima de calúnia e difamação nas redes sociais.

Além disso, a falta de fiscalização das mídias sociais por parte do Governo também é um ator na propagação de noticias falsas, tendo em vista que na atualidade a internet é um meio de fácil acesso à população que consegue ter um alcance a nível mundial, onde diariamente são compartilhados não só matérias fictícias, mas conteúdos impróprios e discursos de ódio no qual os responsáveis saem ilesos.

Torna-se evidente, portanto, que a divulgação de fake news deve ser combatida. Dessa forma, o Congresso Nacional deve criar um órgão que seja responsável pela supervisionamento de possíveis crimes nas mídias sociais, tais como propagação de notícias falsas, conteúdos sexuais e inapropriados, a fim de que os disseminadores de tais conteúdos sejam punidos criminalmente de acordo com os artigos 138 e 139 do Código Penal que definem respectivamente calúnia e difamação como crime. Ademais, o Ministério da Cultura deve elaborar campanhas que promovam a conscientização da população para que busquem informações em canais midiáticos de credibilidade, com intuito de extinguir esse tipo de notícia enganosa.