Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 20/10/2018

As Fake News ganharam um amplo espaço de repercussão com o surgimento das redes sociais, que foi proporcionado pela Revolução Técnico-Científica no final do século XX. No entanto, antes desse avanço, as notícias falsas já existiam: as ideias nacionalistas disseminadas pelo Ministro da Propaganda de Hitler, em prol da campanha nazista, são um claro exemplo disso. Na pós-modernidade, este problema é causado pela difícil fiscalização dos casos por órgãos competentes, bem como pela falha educacional ao estímulo do senso crítico nos cidadãos.

Em primeiro plano, cabe salientar a dificuldade da fiscalização e controle das Fake News pelos órgãos responsáveis. Nesse contexto, a situação é causada devido ao alto grau de especialização e anonimidade das empresas e sites, contratadas por terceiros ou que agem para se autopromover, que criam e disseminam informações errôneas. Logo, é impossibilitada a ação de agências como  Lupa, que é uma ferramenta para checar se as informações vinculadas nas redes socias. Dessa forma, o resultados se demonstram, entre outras formas, em instabilidade política, como nas eleições presidenciáveis dos Estados Unidos em 2016, cujo resultado foi diretamente influenciado por notícias falsas sobre um dos candidatos.

Em uma análise mais aprofundada, nota-se que a falta de estímulo ao senso crítico dos cidadãos por meio da educação é um dos fatores que aumentam o número de disseminação de notícias falsas. Nesse sentido, de acordo com as ideias de Friedrich Nietzsche, em suas teorias sobre a Moral do Rebanho, o cidadão age e pensa, em sua maioria, de acordo com preceitos herdados do meio em que vive, sem utilizar do senso crítico para filtrar e julgar determinadas situações. Logo, ao se deparar com uma notícia que está de acordo com suas ideologias, o mesmo cidadão descrito por Nietzsche, cuja educação não lhe ensinou a ser crítico, a compartilha nas redes sociais, mesmo sem conferir a veracidade dos fatos.

Torna-se evidente, portanto, que a difícil fiscalização das Fake News e a falha educativa na criação de senso crítico nos cidadãos são os fatores que fazem aumentar o número de mentiras nas redes. Urge, assim, a necessidade de que o Poder Público invista mais em agências de fiscalização de notícias falsas, por meio da criação de políticas públicas, a fim de amenizar a problemática. Além disso, cabe ao Ministério da Educação - responsável por organizar o sistema de ensino no país -, por meio de debates e rodas de conversa nas escolas, estimular o senso crítico dos alunos, com a finalidade de reconhecimento, por parte deles, da veracidade, ou não, das notícias que circulam nas redes sociais.