Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/10/2018
Nas eleições Americanas de 2016, a presença frequente de informações inautênticas marcaram o processo eleitoral. As diversas “fake News” organizadas por Donald Trump contra a sua adversária Hillary Clinton resultaram em uma promoção da sua candidatura e a efetivação do poder. Assim, é notório que a utilização de notícias falsas influenciam o meio onde estas se encontra, em que podem ocasionar perigos a sociedade. Dessarte, é necessário analisar essa problemática e procurar caminho para resolvê-las.
Em primeiro plano, é importante destacar o protagonismo – negativo – adquirido pelos interesses pessoais na utilização das informações. Isso acontece pois, conforme defendido pelo filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, em sua teoria de modernidade líquida, o individualismo promove uma queda brusca em atitudes éticas, isto é, as pessoas realizam e promovem ações como as “fake news” (notícias falsas) sobrepondo interesses individuais à eticidade e a moralidade. Dessa forma, invericidades, por meio de notícias, são expostas ao público e disseminadas carregando em cima todo um caráter egoísta egocêntrico e muitas vezes destruidor.
Atrelado a isso, as consequências advindas o surgimento e propagação das “fake news” instigam e evidenciam uma problemática social no contexto. As notícias falsas possuem o ideal ideológico muito presente e a sua disseminação prejudica o que fora mencionado. Um exemplo disso é o que aconteceu com Marielle Franco, vereadora covardemente assassinada, que teve sua imagem, por meio de montagens, associadas a traficante e drogas ilícitas, as quais com a tentativa de desmerecer sua pessoa e consequentemente a sua morte. Nesse sentido as “fake news” consistem em um mecanismo informacional que arrogância e ignorância humana utilizam para expandir seus horizontes beneficiando uns em detrimento da mentira, falsidade e inferiorização do outro.
Urge, portanto, a necessidade de intervir no impasse. Assim, o Ministério da Educação, em parceria com instituições escolares, deve realizar eventos interdisciplinares, entre as disciplinas sociologia e filosofia, que visem discutir a questão do individualismo e atenuar a importância da empatia na nossa sociedade, proporcionando aos indivíduos uma visão mais crítica e reflexiva sobre esse a questão das “fake news”. Outrossim, o Poder Executivo deve atuar na criação de setores que objetivem a fiscalização rigorosa no combate a essas inverdades, buscando a extinção destas e a promoção da verdade. Por conseguinte, se tomadas essas medidas os problemas das notícias falsas serão minimizadas.