Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/10/2018

O termo Fake News ganhou notoriedade durante as últimas eleições presidenciais estadunidenses, ocorridas no ano de 2016. Durante as campanhas, a disseminação de artigos tendenciosos em redes on-line tiveram grande relevância nos resultados finais, com a eleição de Donald Trump. Em vista disso, vê-se a o papel desse tipo de fraude na tomada de decisões importantes, como no que diz respeito aos rumos democráticos tomados por uma nação. Dessarte, a disputa política na forma de notícias falsas, bem como a rápida expansão de ideias errôneas são uns dos perigos presentes na era da informação.

Destaca-se, a princípio, a polarização política evidenciada na disseminação de conteúdos duvidosos para o favorecimento de candidatos. Dessa maneira, no período pré eleições de 2018, o uso de Fake News estiveram vinculadas ao posicionamento extremista adotado por grande parte dos brasileiros, em que os títulos sensacionalistas chamam a atenção e são repassados sem mesmo haver a leitura do texto. Com isso, utilizando-se de meios de grande interação, como o Whatsapp, o engajamento polarizado fomenta a persuasão para a obtenção de votos. Exemplo dessa problemática, têm-se as notícias vinculadas à produção de um ‘‘kit gay’’ pelo presidenciável Fernando Haddad, em que, apesar da confirmação da inverdade e das ordens de remoção das publicações por parte do Tribunal Superior Eleitoral, o feito nunca foi retratado publicamente e nem mesmo houve a punição dos responsáveis.

Outrossim, ressaltam-se, também, os fatores responsáveis pelo rápido espalhamento de notícias, bem como a ausência de medidas punitivas efetivas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 120 milhões de pessoas estão conectadas à internet no território nacional, sendo que, em 90% dos casos, isso se dá através do uso de aparelhos móveis, como os celulares. Assim sendo, o grande uso de meios interativos, como as redes sociais, em detrimento à obtenção de informações em meios de maior credibilidade faz com que os cidadãos estejam mais vulneráveis à manipulação. Aliado à isso, têm-se, ainda, as falhas nas diretrizes de redes de compartilhamento, que dependem de um um número pré estabelecido de denúncias para que o fato seja analisado e removido.

É notório, portanto, a relevância da ausência de medidas capazes de conter a problemática, em consonância com a falta de instrução da população perante os riscos associados ao compartilhamento de conteúdos duvidosos. Levando esses fatores em consideração, é necessário que o Tribunal Superior Eleitoral aumente a rigidez na tomada de decisões, com o estabelecimento de multas e sansões à publicação de notícias que afetem o prosseguimento das eleições e a opinião pública, a fim de desestimular a vinculação abusiva. Tal como, deve-se haver a exigência de uma postura mais punitiva nas diretrizes de redes sociais, com a instrução, investigação e remoção de forma mais eficiente.