Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 22/10/2018
Durante a Revolução Francesa, a rainha Maria Antonieta foi vítima de boatos da época, que resultaram na sua morte. Diante disso, observa-se que a propagação de notícias falsas não é um problema recente. No entanto, a era da informação tem intensificado a ocorrência desses eventos. Neste contexto, deve-se analisar como o uso das redes sociais e a falta de uma educação digital influenciam na problemática em questão.
O uso das redes sociais se intensificou no país, o que contribui para a disseminação das Fake News. Isso acontece porque a internet é um lugar propício para essas falsas notícias, já que atinge um grande número de pessoas de maneira extremamente rápida. Uma pesquisa feita pela USP mostrou que cerca de 12 milhões de pessoas divulgam Fake News. Assim, com a propagação de reportagens mentirosas crescendo cada vez mais, a democracia é ameaçada, uma vez que o acesso à informação é um direito do cidadão.
Além disso, vale ressaltar que a falta da educação digital é responsável pelo compartilhamento das Fake News nas redes sociais. O Marco Civil da Internet diz que é dever constitucional do Estado a capacitação para o uso e responsável da internet. Entretanto, é notório a ausência da escola na atuação do manuseio do meio digital. Por consequência disso, não aprendemos a interagir por meio das redes de modo ético.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater as Fake News. Em razão disso, as empresas de comunicação devem introduzir “marcadores” para conter notícias falsas. Esses marcadores terão a função de alertar as pessoas de que a notícia veiculada é verdadeira ou falsa. Ademais, o MEC, em parceria com as escolas, deve incluir a disciplina de educação digital no currículo escolar. Essas aulas ensinarão os jovens a utilizar a internet de forma crítica e ética.