Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/10/2018

Segundo a lei da inércia, de Newton, um corpo tende a permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à questão da disseminação das notícias falsas no Brasil. Nesse contexto, evidencia-se a consolidação de um problema de contornos específicos, em virtude da falta de conhecimento e de questões políticas.

Deve-se pontuar, de início, que a base educacional da população é um fator determinante no que diz respeito à problemática. Isso porque as escolas não estimulam o pensamento crítico dos cidadãos brasileiros desde pequenos. Sob a óptica do filósofo A. Schopenhauer, o qual defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Assim, se as pessoas não têm acesso à informações confiáveis em mídia aberta sobre como identificar as notícias falaciosas, sua visão será limitada, o que dificulta a mudança de percurso do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o uso das “fake news” como estratégia política. Na década de 1930, o então presidente Getúlio Vargas forjou uma carta falsa que continha um suposto plano de um ataque comunista e, com base nesse documento, instaurou a sua ditadura do Estado Novo. Por essa ótica, a subversão da verdade ainda pode ser vista no Brasil contemporâneo e pode dar lugar a governos contrários à vontade do povo, o que se mostra grave problema social. Dessa forma, nota-se que as notícias falsas têm uma força maior do que o juízo crítico da sociedade e isso, consequentemente, contribui para permanência da problemática.

Torna-se imperativo, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Em razão disso, o MEC, em parceria com o Ministério da Cultura, deve desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de especialistas no assunto que discutam os efeitos e as consequências que as “fake news” já causaram, com o objetivo de trazer mais lucidez à população brasileira sobre o tema. Além disso, nesses eventos, é preciso discutir a importância do conhecimento e da busca de fontes confiáveis de informação, a fim de erradicar esse problema. Por fim, com base na primeira Lei de Newton, o problema sairá da inércia.