Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/10/2018
Informações falsas espalhadas como se fossem verdades não é uma novidade. Na Idade Média, com o surgimento da peste negra, os Judeus foram acusados de serem os responsáveis. Como consequência, dezenas de comunidades judaicas foram erradicadas. As fake news podem ser vistas como boatos, mas que são divulgadas para serem vistas como real, como um fato. O grande problema é que na era da informação tudo acontece muito rápido, as pessoas deixam de checar fontes e acabam prejudicando os alvos de tais “notícias”.
Uma das consequências é manchar a imagem de uma pessoa. Com a finalidade de justificar o ocorrido, após o assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, diversos boatos foram criados. Espalharam-se de forma rápida e incontrolável. Isso fez com que a trajetória da vereadora manchasse, trazendo danos ao seu caso, onde perdeu apoio de parte da população para investigação.
Além da imagem das pessoas, há o risco de descredibilizar notícias reais. Nas eleições de 2018, diversas notícias falsas foram espalhadas, e depois de grande parte da população acreditar em tudo, passaram a duvidar de tudo. O problema é que ao questionar totalmente, até mesmo grandes jornais foram alvos, nada escapou, e acabou que cada um acreditou no que lhe convinha e parecia real, desprezando totalmente as fontes.
À medida que tudo se banaliza e que tudo, ao mesmo tempo, é real, a saúde da população corre risco. Doenças erradicadas do Brasil voltaram a aparecer, como sarampo e a poliomelite, a população tem medo das vacinas. Diferente do que aconteceu no início do século XX, o medo advinha da falta de informação, hoje advém do excesso de informação, sendo ela verídico ou não.
Portanto, de modo a diminuir a ocorrência de fake news, cabe ao governo aprovar a lei que criminaliza a divulgação de notícias falsas e aplicar com maior seriedade as leis já existentes, como calúnia, difamação e injúria. Grandes fontes de divulgação dessas informações, como o “facebook” e o “google”, tem o papel de maior fiscalização de notícias e da retirada do ar dos sites que mais espalham, isso com ajuda de setores de investigação. Assim como cada indivíduo tem a função de checar as fontes do que costuma ler e denunciar os casos que ocorrerem.