Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/10/2018

No contexto social vigente, a divulgação das fake news -notícias falsas que parecem verdadeiras- configuram um perigo ao acesso de informações. Primeiro, porque a produção de conteúdos manipulados pode implicar sobre a saúde. Segundo, devido à influência negativa dessas notícias nas atitudes da sociedade civil.

Inicialmente, a produção das fake news colaboraram com a diminuição do índice esperado de cobertura vacinal em 2018. Nesse sentido, houve muita desinformação e comunicação falsa de que a vacina seria ineficaz e de que estaria relacionada ao desenvolvimento de doenças, contribuindo para que o índice ideal de 80% da população brasileira vacinada ficasse em cerca de 55%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, o Ministério da Saúde deve intervir diante do problema.

Posteriormente, o compartilhamento deliberado de boatos ganhou mais força com a eclosão das redes sociais, uma vez que a difusão dessas notícias falsas é mais veloz, logo alcança mais pessoas mais rapidamente. Isso significa que a probabilidade de uma notícia mentirosa ganhar credibilidade e afetar as ações das pessoas é maior, como aconteceu quando uma mulher -acusada de praticar magia negra com crianças, após publicação de fake new em rede social -foi linchada até a morte. Dessa maneira, é necessário o fortalecimento da punição penal de quem difunde notícias ilegítimas.

Portanto, é indubitável o perigo que as fake news representam à sociedade. Dessa maneira, o Ministério da Saúde deve ampliar a divulgação das campanhas de combate às fake news que por meio de relatos pessoais, os quais falem sobre os problemas desenvolvidos pela falta da vacinação, promovam conscientização da população. Além disso, o Estado deve alterar o código penal através do aumento da pena de quem comete crimes pela internet, criando o temor de que a conduta é crime. Com essas medidas, as fake news poderão ser menos disseminadas, logo menos perigosas à sociedade.