Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/10/2018

Adotada pelas Nações Unidas desde 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos visa garantir a base do respeito à dignidade. Entretanto, no Brasil, tais garantias, muita das vezes, não são verificadas com relação às Fake News e seus impactos na sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas desse fenômeno em nossos dias.

É indubitável, que o desinteresse pela busca da verdade surge como um dos maiores motivadores para o agravamento da introdução de informações não verídicas no tecido social. Avalia-se que as notícias falsas lançadas nas redes sociais espalham-se 70% mais rápido que as verdadeiras. Portanto, é de suma importância que o leitor não se prenda a uma única matéria, é fundamental, pesquisar a fundo sobre a autenticidade dos fatos.

Outrossim, a falta de uma fiscalização adequada aos canais de comunicações digitais se apresentam como um grande contribuinte para o crescimento das mensagens imprecisas. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é uma característica da “modernidade liquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é inaceitável, que em um país com taxas tributárias tão elevadas não tenha uma supervisão apropriada aos sites que corrompem a população com mentiras.

Sendo assim, percebemos que a “Fake News” se mostram como um potencial influenciador negativo no meio informacional do cidadão brasileiro. Logo, as emissoras de televisão em parceria com as empresas de rádio, devem criar propagandas rotineiras de esclarecimento ao público, por meio de reportagens com a participação dos envolvidos em publicações duvidosas. Espera-se, com isso promover a realidade ao povo, e consequentemente o interesse pela busca da verdade.