Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 22/10/2018
Durante a Grécia Antiga, surgiu um grupo chamado sofistas que divulgavam e ensinavam informações sobre áreas diversas sem preocupação com a verdade. No Brasil, a propagação crescente das notícias falsas apresenta-se como um impasse negativo para a obtenção de conhecimento. Diante disso, quais as principais causas e como contornar esse impasse?
Com o avanço dos meios de comunicação, grupos de pessoas cada vez maiores puderam obter e fornecer informações sem monitoramento profissional. Entretanto, devido à autonomia de acesso, a propagação de notícias falsas tornou-se cada vez mais comum. Infelizmente, elas apresentam -se como entraves para a estabilização da economia e política, uma vez que não se preocupam com os verdadeiros fatos, como faziam os sofistas.
Ademais, os tópicos tratados são, geralmente, chamativos e com títulos hiperbólicos. Isso contribui para que os usuários de redes sociais compartilhem e se interessem mais pelo o que está sendo tratado e aumente o impacto negativo dos fatos, por meio da reprodução da notícia, tendo em vista que elas se espalham 70% mais rápido do que as verdadeiras, de acordo com o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachustts).
Os provedores de aplicativos sociais devem, portanto, desenvolver ferramentas que analisem a veracidade do fato compartilhado, por meio de pesquisas em fontes confiáveis, a fim de evitar que a informação falsa chegue em proporções catastróficas. Além disso, a mídia - principal influenciadora - deve alertas ao tecido social como reconhecer e denunciar casos como esses. Com isso, o conhecimento obtido será construidor de uma verdade inabalável sobre os fatos ocorridos.