Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/10/2018

De acordo com o livro ‘‘A teoria do jornalismo’’,a primeira notícia,a qual foi publicada no século XVIII era falsa,ou seja,as ‘‘Fake News’’ não constituem um fato recente,o que houve foi a expansão das proporções dos boatos com o advento das redes sociais.Sendo assim,as mentiras chegam mais rápido a mais pessoas e,consequentemente causam maiores danos às vítimas.

A princípio,vale destacar que os principais fatores contribuintes para a disseminação de boatos consiste na falta de senso crítico dos que compartilham as mentiras e ao fortalecimento da ‘‘pós-verdade’’.Conforme o documentário da Globo News acerca das ‘‘Fake News’’,a maior parte da população não verifica se a notícia é ou não verdadeira.Somado a isso,tem-se o problema da ‘‘pós-verdade’’,termo utilizado para denotar circunstâncias nas quais fatos possuem menos relevância do que apelos a crenças pessoais na formação de opiniões.Dessa forma,a divulgação de mentiras pode comprometer a integridade física das vítimas,como ocorrido a uma mulher no Rio de Janeiro,espancada por ser acusada de praticar magia negra com crianças.

A posteriori,cabe salientar que a inexistência de agências voltadas a checagem de notícias contribui para a divulgação de boatos,uma vez que qualquer pessoa através de blogs,por exemplo,podem publicar notas.Dessa maneira,influem em casos como o ocorrido nos Estados Unidos durante as eleições,quando notícia falsas foram publicadas,a fim de favorecer o candidato Donald Trump.

Logo,diante da problemática abordada,é crucial que o Ministério da Educação inclua nas aulas de português a análise de noticiários,com o objetivo de estimular a criticidade dos brasileiros desde a infância,além de ensinar a denunciar e a identificar essas falsas notas.Ademais,incube aos setores públicos e privados o investimento em agências de checagem,com o intuito de desmitificar os boatos,além de orientar a população por meio das redes sociais,acerca do reconhecimento e denúncia das mentiras.