Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/10/2018

Durante o governo de Getúlio Vargas, um documento foi divulgado alegando a tentativa de retomada do poder pelos comunistas, contudo, não passava de um plano forjado - Plano Cohen - como pretexto para a instauração da ditadura no Brasil. Vê-se que, portanto, as conhecidas “fake news” acometem o país há muito tempo, com intenções por trás. Logo, é de suma importância analisar os efeitos, visto que repercutem mundialmente, principalmente por meio das redes sociais, sob interesses econômicos.

No ano de 2014, um caso que repercutiu foi o de Fabiane Maria de Jesus, após boatos divulgados na internet. Na publicação postada em rede social, alegava um sequestro de crianças acompanhado com a foto da suposta sequestradora. Com isso, Fabiane ao ser confundida foi gravemente violentada e, assim, levada a morte. Com a investigação, descobriu nenhuma denúncia realizada do crime na cidade, o que ficou assumida, portanto, como uma notícia falsa. Logo, as “fake news” podem custar a vida das pessoas e, assim, merecem uma rigorosa contestação.

Ainda, sabe-se que o “Facebook” é uma rede social mundialmente conhecida e, por isso, é usada, muita das vezes, para benefício próprio. Tendo em vista disso, quando uma postagem recebe alta popularidade recebe elevados ganhos financeiros com publicidade. Dessa forma, qualquer informação que seja tendenciosa e que abra o interesse do público serve de mecanismo para pessoas inventarem história. Por conseguinte, denegrem a imagem de alguém com o propósito de ganhar dinheiro por meio do compartilhamento, assim, essa notoriedade acarreta a ilusão de ser uma verdade, difundida ainda mais. Essa ideia é afirmada nas palavras do ministro de propaganda Joseph Goebbels: “Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”.

Destarte, a proliferação das “fake news” está ligado à ignorância do indivíduo em acreditar em tudo o que vê e não procurar pesquisar. Portanto, faz-se necessária que o Poder Público trate com mais pudor aqueles que compartilham notícias falsas publicamente, aplicando sanções imediatas de cunho financeiro por meio do monitoramento da participação dessas pessoas nas redes sociais, além de, com o auxílio dos veículos midiáticos, promover propagandas informativas acerca dos efeitos das “fake news”, para que as pessoas pensem melhor antes de espalhar qualquer matéria.