Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2018

As “fake news” consistem na distribuição de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio e , principalmente, pelas redes sociais. Esse modo de informação tem como objetivo disseminar informações falsas com intuito de gerar benefícios financeiros e políticos. Com isso, percebe-se que tal problema gera conflito de informação e isso decorre da falta de medidas Estatais capazes de regular essas mensagens, o que provoca dúvida sobre o que é comunicado à população. Ademais, outro fator que corrobora para essa problemática é a ação das pessoas ao compartilhar notícias sem a verificação de sua autenticidade, intensificando, ainda mais, sua  propagação.

Em primeira análise, é importante destacar que é uma falha governamental o alto índice de notícias falsas no Brasil. Historicamente, a propaganda e as manipulações foram estratégias usadas por governos fascistas, como o de Mussolini e de Hitler, e tinham como objetivo a alienação e manipulação das vontades do povo. Na contemporaneidade, com o uso excessivo da internet, verifica-se que existe uma maior facilidade, por meio dos geradores desse tipo de conteúdo, quando à fomentação de mentiras e até mesmo sensacionalismo político, tornando da falácia algo verdadeiro. Nessa lógica, é válido pontuar que  de acordo com o artigo 138 da Constituição, qualquer tipo de calúnia, difamação e injúria tanto para quem cria, quando para quem compartilha, é crime e por isso precisa de punição.

Além disso, outro fator que agrava esse problema é a falta de discrição da população ao receber informações suspeitas. Segundo uma pesquisa no Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, em 2016, foi comprovado que 72% da população que utiliza as redes sociais usa dela como fonte de notícia. Com base nisso surge a negligência das pessoas ao criticar o que está sendo disseminado e a falta de pesquisa em sites mais confiáveis para a verificação da notícia. Caso isso não ocorra, a consequência pode ser grave, como o caso de uma mulher moradora de São Paulo que foi morta  pela população por terem compartilhado uma notícia de que ela raptava crianças para realizar rituais, provando, assim, a necessidade de intervenção quanto à disseminação de qualquer conteúdo.

Nota-se, pois, que a situação de “fake news”, no Brasil, é persistente tanto pela falta de intervenção de organizações reguladoras, como pelo descaso das pessoas quanto à veracidade da mensagem . Logo, é imprescindível, à Agencia Nacional de Auto Regulação da Internet (Anarnet) que crie sistemas de punição, como pagamento de multa, à todo site que emitir notícias falsas, criando fiscais eletrônicos, principalmente nas redes sociais, para evitar a produção e o compartilhamento desse tipo de conteúdo, regulando e transformando, principalmente a internet, em um lugar limpo e verdadeiro. Dessa forma, o povo brasileiro poderá receber informações verídicas, sem receio de ser enganado.