Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 28/10/2018

Definidas como “notícias falsas”, as fakes news tem sido utilizadas para denegrir a imagem de pessoas e figuras públicas, ocasionando transtornos e disseminando boatos através de redes sociais, principalmente. Diante disso, faz-se necessário a elaboração de meios com o intuito de reduzir a propagação de falsas notícias.

Um dos pensamentos do escritor e jornalista, George O., era “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, aplicando esse pensamento na era da tecnologia juntamente as fakes news, conclui-se que elas vivem um ciclo no qual a “massa” são os leitores que não buscam averiguar os fatos, a “marca” são os beneficiários da divulgação da “mídia” que, por fim, seriam as notícias falsas. Assim sendo, a falta de comprometimento dos leitores de apurar os fatos antes de divulgá-los com terceiros compromete a reputação de pessoas, como foi o caso da candidata a presidência dos EUA Hillary Clinton. Foi comprovado, de acordo com a matéria disponível na revista Radis, que os resultados da última eleição nos EUA foram influenciados pelas fakes news, onde pessoas eram pagas para divulgar falsas notícias sobre a concorrente do atual presidente D. Trump.

Outros fatores contribuintes para a divulgação de tais notícias são a semelhança delas com notícias oficias e a falta de fiscalização por parte da segurança pública. Diante das tecnologias disponíveis e da falta de conhecimento sobre as consequências legais da criação e divulgação dessas notícias, cada vez mais são produzidas imagens, áudios e notícias falsas que contenham símbolos de jornais conhecidos, por exemplo. Esse compartilhamento de fakes news pode ter consequências graves, como foi o caso de uma mulher acusada de sequestro e bruxaria, em São Paulo, que foi espancada até a morte por “justiceiros”, como relata o Portal G1, mas ela era inocente.

Portanto, é necessário que o Ministério de Segurança Pública (MSP) realize campanhas em emissoras de televisão e redes sociais para conscientizar a população sobre as consequências legais da criação e divulgação dessas informações. Além disso, juntamente ao Ministério da Educação, o MSP pode realizar palestras, nas instituições de ensino, sobre os cuidados na era da informação. Além do mais, deve ser implementado pelo MSP uma subdivisão na polícia com a função de investigar cibercrimes através de denúncias, que podem ser feitas por e-mail, por exemplo, e, posteriormente, serem aplicadas as devidas punições, previstas na lei, aos responsáveis.