Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 24/10/2018

" A desilusão com as estruturas institucionais levou a um ponto em que as pessoas já não acreditam nos fatos". A frase proferida pelo filósofo Noam Chomsky indica uma das origens da crença nas notícias falsas. Ademais, as “fake news” representam um perigo para a sociedade brasileira. Nesse contexto, convém analisar como a propagação de informações errôneas prejudicam as eleições e a promoção da saúde no Brasil.

A princípio, cabe ressaltar que a difusão de mensagens equivocadas tem o poder de manipular as eleições brasileiras e favorecer determinado candidatos. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de dez por cento das interações realizadas nas eleições de 2014 eram feitas, infelizmente, por perfis falsos que postavam conteúdo enganoso. Não há dúvidas de que tais ações podem prejudicar, consideravelmente, a democracia a aumentar a descrença nas instituições, como aponta Chomsky.

Além disso, publicações equivocadas podem intervir na promoção da saúde brasileira. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as “fake news” podem ter influenciado, substancialmente, as metas de vacinação no Brasil. É inquestionável que as autoridades devem preocupar-se com estas ações pois elas afetam, diretamente, a qualidade de vida dos cidadãos.

Dessa forma, para combater as ameaças das notícias falsas é necessário, portanto, maior atuação do Estado. Nesse sentido, o Governo Federal deve, por intermédio da Agência de Inteligência Brasileira (ABIN), monitorar as redes sociais no país, por meio de agentes treinados para identificar e punir os abusos e mentiras, como as publicações inverídicas sobre eleições e saúde. Espera-se, com isso, possibilitar a disseminação de conteúdo verídico, bem como proteger a população brasileira e as instituições democráticas.