Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 24/10/2018

Informações caluniosas

Em março de 2018, a ex-vereadora Marielle Franco foi assassinada no Rio de Janeiro, horas após a sua morte, houveram explosões de notícias falsas na internet em uma tentativa de diminuir sua importância para a sociedade. Nesse sentido, a população brasileira passa por situação em que as “fake news” têm aumentado exponencialmente, interferindo no bem estar de todos. Desse modo, fazem-se necessárias mudanças para solucionar o problema.

O aumento dessas notícias fraudadas ocorrem pelo desinteresse da população em verificar as fontes. Segundo dados do G1, 60 % da população do Brasil obtém informação pelo WhatsApp. Isso demonstra, que mais da metade dos brasileiros não estão preocupados com a veracidade das notícias veiculadas, tornando verdade a falta de preocupação da sociedade no que tange a problemática. Além disso, é perceptível que outro fator responsável pela propagação das notícias, são os meios de comunicação que não disponibilizam ferramentas para barrar esse problema.

Ademais, é indubitável que o aumento de “Fake News” contribui para a desinformação, que aliada às notícias que possuem elevado grau de persuasão, são responsáveis por iludir os alvos e, ao mesmo tempo, impulsionar esse novo método de se obter informações. De acordo com Josef Goobells, ministro da propaganda do partida Nazista de Hitler, uma mentira dita várias vezes acaba se tornando verdade. Isso comprova o perigo que são essas não verdades em forma de notícia, exaltando mentiras e trazendo ignorância aos indivíduos.

É necessário, portanto, medidas para solucionar a problemática. A começar pelo Ministério da Educação, que por meio de verba federal, deve tornar obrigatório aulas que ensinem e instiguem os alunos a procurar informações reais, sempre tomando o cuidado de olhar as fontes, com a finalidade de diminuir a propagação de notícias falsas. Ainda, o Estado pode fazer com que as empresas de comunicação atuantes no país, utilizem ferramentas que disponibilize a fonte antes da matéria, para que o receptor avalie se é de procedência confiável. Dessa forma, é possível reverter o quadro e fazer com que as “fake news” não se repitam como no caso da Marielle.