Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado pela Organização das Nações Unidas - ONU - em 1948, assegura a todos os indivíduos o direito à liberdade de expressão e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, quando se observa a questão das “Fake News”, verifica-se que tais direitos universais são deturpados, visto que, disseminar notícias falsas sobre alguém é tido como injúria e/ou difamação. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato a fim de obter como resultado uma sociedade integrada.
De acordo com o filósofo Aristóteles, a política, por meio da justiça, deve servir como um meio de alcançar o equilíbrio na sociedade. Contudo, a postura governamental diante do caso tem sido pouco efetiva, uma vez que ainda não existe uma lei que criminalize o ato de espalhar notícias falsas pela internet, apesar de haver um projeto de lei criado em 2017. Concomitante a isso, em 2018 as eleições brasileiras para cargos públicos teve como uma das características o compartilhamento de “Fake News”, com o intuito de convencer eleitores a não votarem em certos candidatos e, por parte dos orgãos competentes, pouca coisa foi feita.
Outrossim, destaca-se a sociedade como impulsionadora do problema. Segundo o Sociólogo Manuel Castells, a internet representa a liberdade e é um meio de se perder o medo. Diante disso, as pessoas, no meio virtual, possuem cada vez mais prazer em criar notícias falsas sobre uma pessoa sem se preocupar com as consequências que aquilo trará para o indivíduo afetado. Logo, cada vez mais notasse uma sociedade que não se preocupa com a veracidade do que se compartilha na internet.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Portanto, o Poder Legislativo deve elaborar uma lei que torne crime a criação de “Fake News” e todo tipo de notícias mentirosas que visem prejudicar algo ou alguem, com o intuito de erradicar a circulação de tais conteúdos. Destarte, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação, MEC, deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por sociólogos, que discutam os prejuízos, para a sociedade, da proliferação de notícias falsas, a fim de que o tecido social se desprenda de certos comportamentos que não são adequados socialmente.