Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2018

Consoante a atual conjuntura político-social do Brasil, problemas relacionados aos perigos das Fake News na era da informação vem ganhando destaque; a expressão é usada desde o final do século XIX e significa “notícias falsas”. Sob esse viés, durante a Era Vargas um plano comunista falso foi divulgado objetivando a tomada do poder, o famoso Plano Cohen, instaurando a ditadura do Estado Novo e sendo descoberto apenas mais tarde. Outrossim, a Constituição Federal declara que “todos possuem direito às informações públicas”, deixando clara a necessidade de uma veracidade presente no que é informado.

Nessa perspectiva, o MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) prevê que a probabilidade de um indivíduo republicar uma notícia falsa é 70% maior do que de republicar uma verdadeira. Essa ideia é aplicada no Brasil principalmente no famoso WhatsApp; já em redes sociais como Facebook e Google, estão desenvolvendo tecnologias para acabarem com as Fake News, mesmo com o trabalho de identificar uma informação falsa sendo mais difícil do que parece. Contudo, as consequências atingem não apenas os brasileiros, como é o caso da dona de casa Fabiane Maria, que foi morta no Guarujá por se parecer com um retrato falado de uma sequestradora de crianças; mas também países externos, como foi o caso da denúncia de do presidente Trump sobre falsas disseminações de boatos das eleições.

Mormente, John Naisbitt afirma que “a nova fonte de poder não é o dinheiro nas mãos de poucos, mas informação nas mãos de muitos”. A partir dessa verdade, as Fake News são utilizadas tanto para finalidades comerciais, quanto para reforçar pensamentos; e usam como principais armas os famosos “títulos sensacionalistas”, que induzem milhões de pessoas a compartilha-los; unidos a períodos de vantagem e fácil polêmica, como os períodos eleitorais. Dessa forma, casos como a recente notícia com o título de que uma vacina específica estaria matando crianças, levou a consequência do aumento de doenças como o sarampo no Brasil.

Destarte, já existem leis que proíbem a divulgação de Fake News, porém não são efetivas. Isso posto, o Estado deve colocar em prática multas diárias sobre o autor da notícia falsa. Assim, o dinheiro arrecadado seria investido em meios de proteção mais eficientes sobre sites de disseminação de notícias. Portanto, a “pedra no meio do caminho” (Carlos Drummond), representando a informação falsa na estrada de pesquisa do indivíduo, não será mais um problema.