Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/11/2018

Mentiras repetidas à exaustão tornam-se verdades, ensinou Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista. Hodiernamente, tal raciocínio revela a consequência da disseminação de notícias inverídicas as quais alcançam credibilidade após serem assiduamente compartilhadas. Destarte, as pessoas tornam-se concomitantemente vítimas e rés das conhecidas “Fake News”, termo utilizado para identificar relatos falsos publicados por veículos de comunicação como se fossem informações reais e, sem uma legislação específica, tais notícias seguem formando opiniões equivocadas e gerando lucro para sites que as divulgam.

Na Era da Informação, as “Fake News” ganham espaço na mídia com o objetivo de reforçar pensamentos e ideias por meio de informações tendenciosas com títulos atrativos e polêmicos, dessa forma, como a maioria das pessoas não buscam confirmar a notícia em sites de confiabilidade, as “Fake News” são facilmente disseminadas pelo imediatismo proporcionado pela internet, isto posto, os indivíduos tornam-se vítimas e rés das informações inverídicas que compartilham.

Outrossim, a falta de uma legislação específica permite que diversos sites lucrem com a divulgação de relatos falsos na internet, sendo que a cada clique e/ou visualização a notícia falsa, existe um indivíduo ou uma empresa que está lucrando financeiramente. Além disso, há o interesse político das “Fake News”, um exemplo disso é o Plano Cohen que em 1937 foi divulgado pelo programa de rádio Hora do Brasil como uma ameaça comunista, todavia em 1945 foi revelado o plano era falso e serviu apenas para garantir a permanência de Getúlio Vargas no poder, já no século XXI, os conteúdos falsos compartilhados na internet ajudaram e a eleger o atual presidente dos Estados Unidos. Tal realidade explica o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, o qual revelou que conteúdos falsos têm 70% mais chances de se propagar que as notícias verdadeiras.

Diante do cenário elaborado pelas “Fake News”, é fundamental que as ações contra sua divulgação seja acentuadas. Portanto, o Poder Legislativo brasileiro deve investir em leis específicas que submetam os sites de informação a mecanismos de avaliação que garantam notícias com fontes confiáveis bem como punição legal para autores de conteúdos falsos. Por fim, o Ministério da Educação, em parceira com a mídia, deve promover a expansão de políticas de combate a notícias falsas como exemplo a campanha “Fake ou Fato”, realizada pela Rede Globo para instruir a população sobre como não ser vítima de informações tendenciosas a fim de garantir que mentiras não se tornem verdades na Era da Informação.